31 de jul de 2012

Londes 2012 - Os fones da discórdia



Não são poucos os nadadores que estão se apresentando para as provas nestes jogos olímpicos com chamativos fones de ouvido - os mesmos que recentemente atingiram o status de acessório de moda. Em sua defesa, eles dizem que o aparato é para manter a concentração, uma vez que eles isolam o ruído exterior. E a discórdia reside exatamente neste ponto. Há quem sustente que os atletas estão, na verdade, ignorando os torcedores. A "polêmica" virou tema de reportagem no Daily Mail. Eu só queria saber uma coisa: será que toca alguma musiquinha que entra pelos ouvidos destes rapazes que adoram fazer cara de marrentos?

30 de jul de 2012

Londres 2012 - Nasce um meme

Semana passada fiz aqui uma lista de perguntas sobre os jogos de Londres que não queriam calar na minha mente. Algumas delas já tiveram resposta. A primeira delas: Quais memes as Olimpíadas deixarão como legado?

A cerimônia que oficializou a abertura das olimpíadas rendeu o primeiro meme desses jogos que, no futuro, ficarão conhecidos como os primeiros da história intensamente vivenciados online. Recém-promovida a Bond Girl, queen Beth é a responsável pelo feito. Um frame da mãe de Charles com a expressão "não tenho nenhuma expressão" já rendeu várias piadinhas internet afora.





Ainda falando da rainha, me perguntei se "God Save The Queen", dos Sex Pistols, seria tocada no estádio, uma vez que a música constava na playlist da cerimônia que havia vazado em junho. Bem, a música foi, sim, incluída no set, mas muito brevemente, como trilha do vídeo introdutório do espetáculo. Nem sei se esse mesmo vídeo foi exibido no estádio, ou se apenas quem acompanhava pela TV o viu. Houve mais Sex Pistols na festa, mas a escolhida foi a inofensiva "Pretty Vacant", como parte da sequência que usou a saga de um casal apaixonado para falar da noite londrina e da música pop britânica (EPIC este momento, a propósito).

A Folha de S. Paulo também está bancando um meme com base nas olimpíadas, mas reciclando um já existente. O "como me sinto quando" agora é ilustrado por fotos das competições. Só pra lembrar que a vida não é fácil pra ninguém.




26 de jul de 2012

Londres 2012 - As perguntas que não querem calar


Finalmente, nesta sexta (27) começam as Olimpíadas de Londres e dentro da minha cabeça há algumas perguntas que não querem calar:

A trilha da abertura vai ser aquela mesma que vazou pela imprensa inglesa?
"God Save The Queen", dos Sex Pistols, vai mesmo ser tocada em algum momento da apresentação? Se  sim, as câmeras vão focar a expressão da rainha, que provavelmente estará no Estádio Olímpico?
"Survival", a música tema dos jogos, feita pela Muse, vai pegar?
Wenlock e Mandeville, os mascotes, vão cair nas graças do público?
Vai ter bapho ou gafe da organização ou de algum atleta via redes sociais?
Quais memes as Olimpíadas deixarão como legado?
O show do Blur na cerimônia de encerramento vai ser o último da banda ou Albarn e Coxon vão continuar com o lenga lenga do fim da banda a.k.a chove não molha


Espero ter as respostas quando tudo acabar.

25 de jul de 2012

Prazer, Wenlock e Mandeville


Um dos episódios da série animada sobre as mascotes

As mascotes de Londres 2012 são uma incógnita em sua forma, mas muito ricas e coerentes em seu significado. Criaturinhas futuristas, robôs... Era em torno dessas ideias que eu tentava decifrar a "espécie" de Wenlock e Mandeville, mas passei longe. Eles são gotas de aço as quais, dentro do conceito por trás dos personagens, seriam oriundas da última viga de sustentação do estádio Olímpico. Os nomes de batismo, por sua vez, têm uma raiz bastante concreta e histórica.

Wenlock, mascote dos jogos olímpicos é uma homenagem à cidade inglesa Munch Wenlock onde, desde 1850, os habitantes realizam pequenas disputas esportivas. As competições realizadas naquele período teriam servido de inspiração para as olimpíadas modernas, que tiveram início em 1896.

Mandeville, mascote das paraolimpíadas, também homenageia uma cidade: Stoke Mandeville, pioneira em competições esportivas para portadores de deficiência. Em 1948, durante as olimpíadas daquele ano, que ocorriam pela segunda vez em Londres, a cidade realizou competições dedicadas a mutilados da segunda guerra. Ambos usam pulseiras que remetem aos anéis olímpicos. Achei tudo lindo.

24 de jul de 2012

Londres 2012 on line

Os jogos olímpicos de Londres vão ser os primeiros da história substancialmente acompanhados e comentados pela internet. Os loucos por olimpíadas (eu) vão ter, pela primeira vez, uma experiência compartilhada e em tempo real em escala mundial do que ocorrer nos jogos. Vai ser mara.

O acesso à rede já engatinhava para alguns poucos nos países mais desenvolvidos em Atlanta (1996) e começou a se espalhar nos jogos seguintes (Sydney-2000, Atenas-2004 e Pequim-2008). Mas só agora atingimos um ponto em que a tal aldeia global profetizada por McLuhan se realiza de uma maneira mais plena que nunca graças ao aperfeiçoamento das redes sociais, que deixaram de ser apenas uma ferramenta para stalkear a vida alheia (como era o Orkut) para se transformarem em um espaço onde tudo é facilmente compartilhado e replicado (ok, elas ainda servem para stalkear também).

Em 2008, ano da última Olimpíada, o Twitter ainda engatinhava e eram necessários alguns minutos para explicar para alguém como o site funcionava. O Facebook era só mais uma alternativa de ~site de relacionamento~, sem metade das funcionalidades que tem hoje. Pelas bandas de cá do Equador, todo mundo se concentrava mesmo era no Orkut. Do lado lá de cima, o que pegava era o MySpace. Nem de longe, "compartilhar" era um verbo popular na internet e todo mundo acabava meio isolado em seu mundinho, já que as informações não circulavam com tanta fluidez. Além disso, esses ~sites de relacionamento~ eram usados primordialmente por pessoas para fins particulares e era coisa de gente ~jovem~. 


Hoje, você, sua mãe, sua priminha, empresas, governos, celebridades, instituições, todos estão reunidos ou no Facebook ou no Twitter que, por sua vez, estão interconectados por aplicativos e podem ser acessados de uma variedade de dispositivos. Lembrem-se: em 2008 a gente ainda não falava também em app ou tablet. Enfim, pela primeira vez todo mundo vai poder saber o que todo mundo está vendo e achando das olimpíadas o dia inteiro. E, claro, haverá uma variedade de canais para acompanhar tudo isso. Nada de ficar só na cobertura ufanista da TV aberta ou nos canais da TV fechada. Fiz um apanhado de links nesse sentido:


Twitter
Dos oficiais aos independentes, são muitos os perfis no Twitter relacionados a Londres 2012. Até os mascotes Mandeville e Wenlock têm um perfil para chamar de seu. Sebastian Coe, presidente da organização dos Jogos, também se comunica em 140 caracteres. Se algo der errado, você já sabe com quem falar.

Facebook
Obviamente, há uma página oficial dos jogos também, mas o mais bacana é o conjunto de páginas da série This is Great Britain, que mostra o melhor dos anfitriões em áreas como moda, cultura, meio ambiente, tecnologia e, claro, música.

You Tube/Vídeos 
A organização dos jogos e a ESPN já têm seus próprios canais. O Terra vai transmitir ao vivo as competições.

Perfis
O Olympic Hub reuniu em um único lugar todos os perfis oficiais de Twitter e Facebook dos atletas que competem em Londres. LeBron James é o mais seguido de todos. Neymar é o quinto da lista - há que se registrar a ausência de Messi, que não participará das Olimpíadas, assim como a seleção Argentina.

23 de jul de 2012

Bienal na onda do Crowdfunding



Para comemorar seus 60 anos, a Bienal de São Paulo lançou um projeto que deverá ser viabilizado via crowdfunding (financiamento coletivo via internet): a Linha do Tempo, uma publicação que conta a história das exposições nestas últimas seis décadas em formato sanfona produzida com métodos de impressão variados - tipográfico, offset e digital.

Como manda a cartilha do crowdfunding, mil exemplares serão impressos e distribuídos exclusivamente àqueles que contribuírem com o projeto caso o valor das doações atinja os R$29 necessários para a viabilização da ideia.

O valor mínimo para contribuição é R$25, mas a recompensa pela contribuição é apenas ter o nome incluído como um dos colaboradores do projeto. Para receber o livro, é preciso contribuir com no mínimo R$55. Neste caso, além da publicação, o contribuinte também terá seu nome registrado como apoiador. Contribuições maiores são retribuídas com estas duas recompensas e outras mais, como convite para a abertura da Bienal deste ano. Para saber mais, clique aqui.

19 de jul de 2012

A mania retrô



Primeiro, as reuniões de bandas até então separadas. Depois, a moda dos lançamentos de luxuosíssimas caixas com discografias já encerradas inteiras. Junto com isso, os shows para tocar na íntegra aquele disco emblemático do passado. E o revival dos anos 1980. E dos 1990. Agora, a superação das vendas de discos velhos sobre os discos novos, como noticiado hoje pela NME.

Nada contra a música de décadas atrás e sua celebração - parte dos artistas que escuto e dos meus ídolos vêm de outras épocas. Mas acho muito curioso essa forte onda passadista que toma conta da música atualmente, justamente num período em que proliferam novos artistas, dadas as facilidades de produção, circulação e acesso à música promovidas pelas novas tecnologias. Nunca foi tão fácil ouvir gente nova. A oferta é grande, diária e gratuita. E é claro que esse pessoal novo também é ouvido, mas o volume do hit de ontem está tão alto quanto o som do aqui e agora.

Será que não tem nada tão bom assim? Será que a oferta é tanta que dá preguiça procurar em meio a essa montanha de novidades e o caminho mais fácil para agradar os ouvidos acaba sendo recorrer ao que já é de costume? Acho que preciso urgentemente encomendar meu "Retromania", livro do crítico inglês Simon Reynolds cujo subtítulo indica a reflexão sobre a qual o livro se debruça: o vício da cultura pop em seu próprio passado.

17 de jul de 2012

Fotografia acidental



O Guardian publicou no fim de semana um artigo e uma galeria com o que chamou de "nova arte": recortes de imagens de situações de todo tipo no Google Street View por fotógrafos profissionais. Tem fotógrafo ganhando prêmio por isso, conforme lembra o artigo, mas tem muita gente fazendo isso de graça há algum tempo nos tumblrs da vida - apesar de muitos deles já não serem atualizados mais. Talvez a diferença esteja no fato de o primeiro grupo tratar isso de uma maneira mais conceitual, com seus recortes determinados, enquanto os tumblrs sempre estiveram atrás de flagras aleatórios ou engraçadinhos. Vamos ver até onde isso vai.

16 de jul de 2012

Everything is a remix

"Everything is a remix" é uma série de quatro mini-documentários que trata do papel da cópia na criação. Defendendo a filosofia do "nada se cria, tudo se copia", com uma argumentação perspicaz, mas beeem enviesada, os filminhos batem na tecla de que a criatividade é uma mescla de cópia, transformação e combinação de ideias pré-existentes. Exemplos de como isso ocorre na música, no cinema e na tecnologia são apresentados, bem como um debate sobre propriedade intelectual e direitos autorais. Para pensar.

Vá lá: http://www.everythingisaremix.info/watch-the-series/

11 de jul de 2012

London, London - Abbey Roand and beyond (parte 3)

No post de hoje da minha "série dentro da série" - locais relacionados aos Beatles em Londres na sequência de posts sobre a capital inglesa, dois lugares que serviram de cenário para a banda, mas que não atingiram o status icônico de Abbey Road.

4)Chiswick House and Gardens
Domingo no parque. Hora de sair da agitação da região central de Londres e ir para um bairro residencial, onde a vida parece mais normal, sem turistas de todo o mundo badalando a qualquer momento como se não houvesse amanhã. É neste bairro do oeste da cidade que fica o parque onde foram gravados os clipes de “Paperback Writer” e “Rain”. As esculturas que vemos nos clipes estão visivelmente mais bem conservadas hoje e a árvore de muitos galhos que lembra o cajueiro gigante de Natal (brinks) ainda está lá. Se no passado o lugar serviu de locação para os Beatles, hoje ele é palco do futebolzinho de domingo, do passeio com os cachorros e do piquenique com a família e os amigos. Os londrinos sabem muito bem como aproveitar as áreas verdes da cidade.  Desça na estação Turnham Green. Eu caminhei uns quinze minutos até chegar no parque. Como esta não é uma área turística a priori, não há sinalização indicando como chegar até lá, mas nada que pedir informação na rua não resolva.

A árvore de Rain...


5)Savile Row
The end. Termino meu relato onde uma parte da história dos Beatles também terminou. No número 3 da Savile Row fica o prédio onde no passado ficava o escritório da Apple e onde foi feito o rooftop concert. Tão frustrante quanto o fim da banda foi chegar lá e me deparar com tapumes que cobriam a entrada do prédio. Nada de foto posando de Apple scruff. Compartilhei minha decepção com dois espanhóis que estavam lá pelo mesmo motivo. A rua fica bem perto da estação Picadilly.


10 de jul de 2012

London, London - Abbey Road and beyond (parte 2)

Hoje, em mais um post dedicado aos Beatles dentro da série London, London, dois lugares que não estão nos guias de viagem, mas que guardam preciosidades da banda.

2)British Music Experience
Quinquilharias do passado. O British Music Experience (BME)é um museu dedicado à história da música pop britânica. Para quem, como eu, tem interesse (e fascínio) pessoal e profissional pelo som dos britânicos em geral, a visita já é valiosíssima. Fica melhor ainda porque, obviamente, os Beatles não ficariam de fora dessa história. O museu combina estações interativas,  em que você pode ouvir muita música e ter acesso a dados históricos, com uma vasta exposição de memorabília dos principais nomes da música da Grã-Bretanha.

Há um espaço dedicado somente aos Beatles com merchandising das antigas (como aquelas perucas que imitavam o corte mop top), um par de óculos do John, um Hoffner do Paul e o terninho que o Ringo usou em A Hard Day’s Night. Meu olhar de precisão cirúrgica identificou um sinal que denunciou a idade e o desgaste da peça: na altura do peito, dá pra ver uns furinhos no tecido! Adoro ver essas marcas que expõem a verdade dos objetos. Como tudo em Londres, é fácil chegar lá de metrô (BME). Localizado na The O2, um complexo de entretenimento, ele está integrado à estação North Greenwich.

British Library: fotos proibidas no interior,
assim como no BME
3)British Library
Relíquias. A biblioteca nacional do Reino Unido, imeeeensa, tem uma exposição permanente só com publicações raras. Em meio à Magna Carta, à Bíblia de Gutenberg e diários de contemporâneos de Shakespeare, há um espaço dedicado somente aos Beatles. Lá, vi com meus próprios olhos os manuscritos originais de “Help”, “Yesterday”, “Michelle” e “Ticket to Ride”, além de duas fotos raríssimas: uma tirada bem no início da banda, com o Stu ainda na formação, e outra de John, também desse mesmo período. A princípio é só uma foto aleatória, mas na imagem ele me encarava com aquele olhar magnético de Monalisa, topetinho à la Elvis e jaqueta de couro. Um olhar inescapável que me obrigou a pensar em tudo o que ele se transformaria a partir do instante em que foi tirada a foto e o desfecho de tudo nos anos 1980. Foi duro porque inconscientemente todos os quatro continuam vivos pra mim e de vez em quando rolam esses insights que me lembram do contrário: dois já se foram. Na lojinha da biblioteca, além de muitos livros e souvenirs relacionados à literatura, há mais merchandising oficial dos Beatles. Para chegar lá, fique na estação Euston.


9 de jul de 2012

London, London - Abbey Road and beyond (parte 1)

Para fechar a série London, London, ao longo desta semana vou publicar em partes um texto que fiz para o blog Beatles College descrevendo lugares relacionados aos Beatles em Londres. Afinal, é óbvio que os fab four não escapariam da minha rota turística. Começo com um passeio pelo distrito de St. John's Wood, que, por manobras do destino, reúne hoje quase meia dúzia de lugares relacionados à banda.

1)St. John’s Wood
Este é um distrito do noroeste de Londres que pode ser definido como um mini-complexo de atrações beatlemaníacas. Senta que lá vem história.

Um cafezinho, por favor. A diversão já começa quando você sai da estação de metrô, que leva o mesmo nome do local. À esquerda da saída, tem o Beatles Coffee Shop, um café bem pequenininho que serve lanches, café (óbvio), toca Beatles o dia inteiro e vende aqueles produtos oficiais da banda que podem arruinar suas economias.  A localização é estratégica: esta é a estação de metrô mais próxima de Abbey Road.  Se você pedir para algum dos atendentes informações sobre como chegar até a famosa rua, eles te darão um mapinha personalizado com as direções necessárias.

Enfim, Abbey Road. Com uns dez minutos de caminhada, você chega lá e se depara com uma cena comum a todos os pontos turísticos de Londres: muita gente chegando o tempo todo, falando todas as línguas do mundo. É preciso esperar sua vez para tirar a tão sonhada foto atravessando a rua dada a grande quantidade de interessados.  Um agravante é o trânsito do cruzamento: em contraste com boa parte do distrito, bastante calmo, o tráfego lá é movimentado (inclusive em um domingo à tarde, quando estive lá).  Das duas uma: ou você espera por um rápido momento sem passagem de carros e ônibus ou desafia os motoristas, muitos deles sem a menor paciência para aturar o movimento de turistas no meio da rua.

Olha eu

Residência McCartney. A aproximadamente dez minutos a pé de Abbey Road está, incrivelmente, a casa do Paul. Mais precisamente, na Cavendish Avenue. Como ele frequenta uma academia que fica basicamente a alguns passos de sua casa e procura levar uma vida de gente normal, há sempre aquela esperança de topar com ele virando a esquina. Não foi o que aconteceu comigo, mas a esperança se mantém para os que ainda irão fazer o mesmo caminho.  Fui lá na segunda (18), no dia do aniversário dele. Dei umas voltas no quarteirão para passar o tempo, mas achei melhor não dar margem a atitudes suspeitas e tomei o rumo da próxima parada do tour beatle por St. John’s Wood.

Money! Vinte minutos de caminhada depois, estava na Baker Street. O endereço foi primeiramente tornado célebre por ser o local de residência de Sherlock Holmes nas histórias de Conan Doyle, mas nos anos 1960 foi o lugar onde os Beatles instalaram a Apple Boutique.  O empreendimento como sabemos, logo morreu, mas o comércio relacionado aos fab four existe na rua hoje sob uma outra forma: é lá que fica a Beatles London Store, outro lugar fatal para o seu bolso: lá também há o mesmo merchandising oficial que se encontra na Beatles Coffee Shop, mas em quantidade e variedade exorbitante. O local divide as atenções com o museu dedicado a Sherlock Holmes. Os dois locais ficam separados por apenas uns três estabelecimentos.

5 de jul de 2012

El Pasador, Roma e Woody Allen

Uma pausa na série London, London - que continua na semana que vem - para falar de "Para Roma, com amor". Meu talento para a crítica de semana é o mesmo que tenho para física quântica, mas como espectadora digo que, no amontoado de histórias que Woody Allen resolveu contar, há umas cutucadas interessantes em certos valores e hábitos, deliciosas cenas de comédia nonsense e uma trama meio destoante das demais (a de Alec Baldwin e Jesse Eisenberg). Uma pena que tantos temas e tramas tenham que dividir entre si o espaço do filme. No fim, fica a sensação de que algumas delas foram injustamente subaproveitadas e poderiam render um filme sozinhas.

O que fica de mais marcante é um dos temas principais do filme, "Amada Mia, Amore Mio", composta originalmente em 1977 pelo italiano Paolo Zavallone, cujo nome artístico é El Pasador. Abaixo, a gravação original. Aqui tem a versão para o filme feita pela Starlite Orchestra.

4 de jul de 2012

London, London - Mind the gap forever?

Apenas uma lembrança?


"Mind the gap!" ("cuidado com o vão"). Talvez, no futuro, a famosa frase que se ouve nas estações do metrô de Londres seja apenas uma lembrança, um souvenir como esta caneca na lojinha de quinquilharias com temática londrina e britânica de Heathrow. Por questões de acessibilidade - palavra que não existia praticamente no dicionário de ninguém décadas atrás, nem no mundo "rico", nem no mundo "pobre", inclusive quando a famosa expressão foi criada - as estações estão sendo construídas ou reformadas para que tenham o menor vão possível entre o trem e a plataforma. 

No mapa do metrô que destaca o nível de acessibilidade das estações, é possível constatar que as mais recentes (as que estão mais para as bordas dos mapas e menos para o centro) são as que têm o menor vão, que pode variar entre 0 e 85mm (menos de 1cm). Uma segunda "categoria" de vão fica entre 86mm e 180mm e uma terceira entre 181mm e 253mm.

Será que "mind the gap" vai virar história?

2 de jul de 2012

London, London - De roupa nova

Um dos ícones de Londres, as cabines telefônicas vermelhinhas desfilam um variadíssimo guarda-roupa até meados deste mês. Para comemorar o jubileu de diamante da rainha e celebrar a chegada das Olimpíadas, a cidade realiza a BT ArtBox, uma grande exposição de arte pública na qual 80 artistas dão novas cores e estilos às cabines - lembra muito o espírito da famosa Cow Parade.  Assim como as originais, as cabines da mostra estão espalhadas pela cidade em pontos estratégicos. Vi exemplares na Tate Modern, na entrada do Hyde Park e no Covent Garden (há uma grande concentração lá).










A mostra segue até o dia 16 de julho. Depois disso, as obras serão leiloadas e a renda será revertida para projetos sociais dedicados a crianças. Saiba mais: http://www.btartboxes.com/

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