30 de mai de 2012

Cinco novinhas

Os Beach Boys estão de volta com "That's  Why God Made the Radio" e o Guardian colocou cinco faixas desses disco novo para audição. Ouça aqui e sinta a brisa que ainda emana das músicas da turma do Brian Wilson.  

29 de mai de 2012

Sempre Madonna

Caiu na internet o vídeo de um ensaio de Madonna para a próxima turnê, MDNA. Nele, ela canta "Express Yourself" e emenda com "Born This Way", música de Lady Gaga com uma melodia parecidíssima com a primeira. A sequência é arrematada com "She's Not Me". O medley foi interpretado como uma alfinetada daquelas contra Gaga. Eu acho que sim. E também acho que não. "She's Not Me" é um recado bem direto. Incorporar "Born This Way" a "Express Yourself" pode servir para indicar a escancarada semelhança de ambas as músicas, mas também pode ser uma citação honrosa a Gaga - ninguém vai fazer publicidade da concorrência assim tão gratuitamente. A única certeza é que Madonna continua das boas, fazendo música e polêmica, tudo junto e misturado, como tem sido desde sempre.

28 de mai de 2012

Um parêntese histórico


Enquanto eu nem imaginava que do lado de fora do Parque da Independência, ontem (domingo, 27) em São Paulo, a polícia dava mais um exemplo de elegância SÓ QUE NÃO pra cima do público que tentava entrar para ver o show do Franz, dentro do Festival Cultura Inglesa, só uma coisa tirava minha atenção do show e da elegância do Nick: quem é este ser que estampa o cenário do palco da banda?

Não é o seu Francisco Ferdinando, como a princípio eu pensei. Ele tinha um baita de um bigode. O moço da imagem é Gavrilo Princip, estudante iugoslavo que matou o arquiduque austríaco - episódio considerado um dos estopins da primeira guerra. Vítima e algoz unidos décadas depois na indielândia. Fim do parêntese histórico.

23 de mai de 2012

A vontade é muita de ver a adaptação de "O Grande Gatsby" para o cinema, mas trailers sempre dizem muito pouco - ao menos pra mim. Por outro lado, a trilha me abriu enormes expectativas. Jack White esguelando "Love is Blindness", do U2, deu um outro tom pra história que parece sempre se passar ao som de jazz: nada de glamour, muito drama, parece.

22 de mai de 2012

Tá na hora de brincar



Depois do Pac Man na tela da super poderosa página de música (em comemoração aos 30 anos de criação do jogo) e da guitarra em que era possível executar os clássicos da cultura pop com o teclado (no aniversário de Les Paul), o Google coloca no ar mais um doodle para ameaçar nossa produtividade: um sintetizador em que é possível tocar e gravar qualquer composição - e ainda compartilhar o resultado naquele rede social deles que ninguém usa.

O brinquedinho vai estar disponível para o lado oeste do planeta só amanhã, quarta-feira, 23, dia de nascimento de Robert Moog, dono do invento. Mas acessando a página do Google da Austrália, à nossa frente no relógio, já é possível dar início ao vício. Vá lá: http://www.google.com.au/


Dois novos acervos

A quem interessar possa, recentemente duas vastas coleções de discos ganharam acervos digitais. No mínimo, duas novas boas fontes de pesquisa e, por que não, de diversão também. A saber:

1)John Peel
De maneira bastante atrativa, o acervo digital do lendário locutor da Radio 1 da BBC foi construído de modo a simular o modo de manuseio do acervo físico. Os discos são visualizados em estantes e o deslize do mouse se assemelha ao deslize dos dedos que procuram por algum vinil em especial. Até outubro, mais de dois mil discos vão ser incluídos no site - apenas uma pequena amostra do universo de mais de 60 mil. Para cada álbum existe a visualização da capa e contracapa, além de um scan da ficha de dados originalmente datilografada por Peel. É possível ouvir algumas das faixas, mas somente no Spotify (serviço ainda não disponível no Brasil). Fotos pessoais, trechos de programas de rádio (que podem ser ouvidos via SoundCloud, serviço sem restrições geográficas) e vídeos completam o site.
Vá lá: http://thespace.org/content/s000004u/index.html

2)Acervo UnB
Mais burocrático na apresentação se comparado com os tesouros de John Peel, o acervo digitalizado da Biblioteca Central da UnB já colocou na rede aproximadamente dois mil dos seis mil discos do acervo físico. Para cada disco, há informações sobre nome do artista, data de lançamento e faixas. A busca pode ser feita por nome ou por categorias. Há tags já esperadas, como MPB, jazz e rock, mas algumas surpreendentes, como "Música Regional - Búlgara" e "Trilha Internacional de Novelas". Ouvir alguma coisa, só mesmo in loco, lá em Brasília.
Vá lá: http://connect.collectorz.com/users/gid/music/view

21 de mai de 2012

Londres 2012 promete (pelo menos pra mim)

Primeiro, Danny Boyle como diretor artístico e a dupla do Underworld como diretores musicais da cerimônia de abertura das Olimpíadas de Londres. Depois, um show com Duran Duran pra celebrar o início dos jogos, além da tentativa de colocar Paul e Led Zeppelin, dentre outros figurões da música pop inglesa também na abertura. Agora, logo no segundo dia da "turnê" de 70 dias que a tocha olímpica vai fazer pela Inglaterra, o objeto é carregado pelo Muse em Teignmouth, cidade natal da banda. Muito pop esses jogos, não?


17 de mai de 2012

Quanto vale um holograma?

Holograma é a palavra do momento. Desde que o Tupac apareceu via projeção no show do Snoop Dogg, no Coachella, só se fala nas possibilidades de isso virar uma nova modalidade de turnê. É quase garantido que a versão tecnológica de Tupac comece uma série de shows. Michael Jackson pode ter o mesmo destino, apresentando-se ao lado dos Jackson 5, segundo afirmou um de seus irmãos, Jackie.

O fato é que a coisa poderia ter causado muito mais estardalhaço um tempo atrás. Em 2010, surgiu um boato de que Paul e Ringo se juntariam a hologramas de John e George para um show beneficente em Los Angeles. Nada mais foi divulgado desde então e não se sabe em que medida era só mesmo um boato ou um projeto de verdade. Pioneiros em uma série de ações, os Beatles perderam essa do holograma para o Tupac.

Uma questão que se impõe agora é a validade, em vários sentidos, de uma ferramenta dessas. Que sentido faz você sair de casa para ver uma projeção? Quanto você pagaria para ver um show nesse formato, tendo em vista que os custos de produção são muito menores? - Não há cachê, despesas com roadies, estadias, etc.

A discussão surgiu hoje em um dos grupos de que faço parte no Facebook e cheguei à seguinte conclusão, no caso específico dos Beatles: um show com hologramas de George e John + Paul e Ringo em carne osso não me convenceria. Forjaria uma reunião que nunca mais poderá acontecer e ainda por cima geraria um estranhíssimo anacronismo. Não dá para colocar o Paul de 70 anos para dividir o microfone com o John de 40 (o mais envelhecido possível que pode-se ter o John, que morreu com esta idade). Por outro lado, pagaria para ver a reconstituição de shows importantes da banda. Seria gratificante, por exemplo, se transformassem em holograma o show do Shea Stadium. Quem nunca pensou como seria a sensação de estar naquele show? Daria para passar por uma experiência mínima que fosse daquela louca noite de 1965. Enfim, viver experiências antes impossibilitadas pela barreira do passado é o caminho mais interessante que se abre com o bafafá em torno do holograma.



A playlist de Cameron

Quem diria. David Cameron, primeiro-ministro britânico, com aquela cara de almofadinha, mostra-se cada vez mais cool - ao menos no gosto musical. Nesta semana, ele declarou que seu álbum preferido de todos os tempos é "Dark Side of The Moon" e colocou músicas dos Smiths, Lana Del Rey e Killers dentre as suas favoritas. Cameron trouxe a público seu playlist por intermédio da campanha governamental "Music is Great Britain" , que pretende divulgar o melhor da música do Reino Unido por ocasião das Olimpíadas.

A se notar: "This Charming Man", dos Smiths, está no topo da lista, comprovando a predileção de Cameron pela banda de Morrissey. Tempos atrás, a banda até foi tema de um debate entre ele e uma deputada no parlamento. Johhny Marr deu piti e, via Twitter, proibiu Cameron de ser fã da banda mas, pelo visto, foi em vão.

Veja o "top 8" do primeiro-ministro:

1. The Smiths – This Charming Man


2. Lana Del Rey - Video Games


3. Mendelssohn – O for the wings of a dove


4. Pink Floyd – Money


5. The Killers – All These Things That I've Done


6. Radiohead – Fake Plastic Trees 


7. Bob Dylan – Tangled Up In Blue


8. Benny Hill - Ernie

10 de mai de 2012

FIT-BH 2012 - Espetáculos Locais


No último post da série que traz a programação do FIT-BH, coloco hoje a lista de espetáculos locais da programação. O festival começa no dia 9 de junho e vai até o dia 24 do mesmo. 41 espetáculos estão na grade deste ano, entre montagens internacionais, nacionais e locais. As datas, os horários e os locais das apresentações ainda não foram divulgados, mas a promessa é de levar os espetáculos para todas as regionais da cidade.

A venda de ingressos ainda está um pouco longe no calendário: começa só no dia 21 de maio, quando 30% das entradas serão postas à venda. No dia 1º de junho as bilheterias recebem o restante. Os ingressos vão custar R$20 (inteira) e estarão à venda no site Ingresso Rápido, na Fnac do BH Shopping e em todas as lojas da Livraria Leitura.


PALCO

ANTES DO SILÊNCIO (EID RIBEIRO)
Gênero: drama
Direção: Eid RibeiroFragmentos da obra de Samuel Beckett
Duração: 50 minutos / classificação indicativa: 14 anos

Sinopse
Um homem frio e desapegado de tudo e de todos carrega seus objetos hereditários.  A enorme sombra do mundo sob seu chapéu. Um homem solitário visitando suas obsessões e amores. Uma mulher misteriosa, o tempo circular. Sexo, vida, amor, nascimento, morte. Antes do silêncio é o encontro desse estranho casal. A grandeza e a miséria da condição humana a partir do universo de Samuel Beckett. A peça é protagonizada por Rodolfo Vaz, premiado ator do grupo Galpão, que volta a ser dirigido por Eid Ribeiro – juntos eles trabalharam não só no grupo belorizontino, como também em outros importantes projetos de respaldo nacional.

NESTA DATA QUERIDA (CIA LUNA LUNERA)
Grupo: Luna Lunera
Gênero: drama
Direção: Rita Clemente
Duração: 50 minutos / classificação indicativa: 16 anos

Sinopse
No aniversário de seu filho, Antonieta recebe a visita de dois convidados inesperados: Erre, dono do salão onde ela esteve pela primeira vez naquele dia, e Rosa, antiga cliente do cabeleireiro. Nesta Data Querida trata, com humor, da aridez das relações humanas e dos subterfúgios para contornar o tédio e o vazio do cotidiano.

SOBRE DINOSSAUROS, GALINHAS E DRAGÕES (PRIMEIRA CAMPAINHA)
Grupo: Primeira Campainha
Gênero: comédia
Duração: 50 minutos / classificação indicativa: 12 anos

Sinopse
Comédia existencial e absurda onde as atrizes constroem um almanaque de pós-modernidade repleto de citações, clichês, referências à cultura pop, nerd, trash, cinematográfica e musical.

A MULHER SEM PECADO – CIA TEATRAL ARLECCHINO
Gênero: drama
Direção: Kalluh Araújo
Obra de Nelson Rodrigues
Duração: 1h50 / classificação indicativa: 14 anos

Sinopse
A peça escrita pelo dramaturgo Nelson Rodrigues narra a história de Olegário, um ciumento compulsivo que consegue poluir a cabeça da mulher com fantasias sexuais. Lidia é pura e fiel, mas devido à insistência do marido em difamá-la, ela tomará uma atitude que mudará a vida do casal.

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RUA

RESSONÂNCIAS (QUIK CIA DE DANÇA)
Grupo: Quik Cia de Dança
Gênero: dança
Duração: 50 minutos / classificação indicativa: livre

Sinopse
Ressonâncias é um espetáculo de dança que dialoga com o teatro, a imagem e a performance. Este trabalho  parte das dimensões do Masculino e Feminino, considerando os processos de polarização e as dinâmicas de integração e desintegração presentes na contemporaneidade. A proposta acontece em espaços públicos e o objetivo é dialogar com as realidades locais, criando improvisações que se relacionam com a música, o público presente e as características culturais, arquitetônicas e históricas das cidades e lugares de cada apresentação.

NAQUELE BAIRRO ENCANTADO (GRUPO TEATRO PÚBLICO)
Grupo Teatro Público
Direção: Rogério Lopes
Duração:
Episódio 1: Aproximadamente 2h / Episódio 2: Aproximadamente 2h
Classificação indicativa: livre

Sinopse
Um grupo de mascarados aluga uma casa e passa a habitar a região do bairro Lagoinha, povoando o cotidiano dos moradores com imagens saudosistas do passado. “No Episódio I – Estranhos vizinhos”, o público é convidado a acompanhar um passeio pelo bairro no qual os mascarados realizam ações cotidianas e estabelecem relações com os moradores e transeuntes, tematizando aspectos históricos e sociais da região. No “Episódio II – Ensaio para uma Serenata”, o grupo sai pelas ruas oferecendo canções nas residências, com um repertório constituído de canções populares de meados do século passado.

PALHAÇOS À VISTA (CIA CIRCUNSTÂNCIA)
Grupo: Cia Circunstância Circo-Teatro
Gênero: comédia
Duração: 50 minutos / classificação indicativa: Livre

Sinopse
“Palhaços à Vista” é um espetáculo de repertório, números de picadeiro e reprises que vem se transformando ao longo do tempo. O enredo conta a história de quatro palhaços, herdeiros de um “cirquinho”, que dão o melhor de si para manterem a tradição com alegria e dignidade. Aproximando-se do público, cada palhaço experimenta o prazer de estar no centro do picadeiro, no risco do agora, ser o rei da roda, brincando com a ordem estabelecida através de travessuras e confusões. “Palhaços à Vista” é um espetáculo que perpetua a tradição das artes circenses na rua através do estado de graça do palhaço.

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ESPAÇOS ALTERNATIVOS

MEDEIAZONAMORTA (GRUPO TEATRO INVERTIDO)
Grupo: Teatro Invertido
Gênero: drama
Direção: Amaury Borges
Duração: 1h10 / classificação indicativa: 18 anos

Sinopse
Medeiazonamorta é resultado da pesquisa sobre o mito grego e sua relação com a contemporaneidade. Uma Medeia que revive sua memória no espaço do abandono e da desolação humanas. Sua morada é a estação de tratamento de esgoto, laboratório de engenharia sanitária para experimentos de purificação do Rio Arrudas: reservatório dos detritos da cidade. No seu entorno, uma zonamorta habitada por filhoscães esquecidos. Medeiazonamorta é um ato público que apresenta o teatro de homens e mulheres na condição de estrangeiros em sua própria pátria. Pátriamãe que traída, vinga seus filhos e filhas com a morte.

A PEQUENINA AMÉRICA E SUA AVÓ $IFRADA DE ESCRÚPULOS (MAYOMBE GRUPO DE TEATRO)
Grupo: Mayombe Grupo de Teatro
Gênero: comédia
Direção: Sara Rojo
Duração: 1h10 / classificação indicativa: 12 anos

Sinopse
América é uma menina com a linha do equador no umbigo. Neta roubada por uma velha $ifrada no peito e nos olhos. Cresce ao lado de uma Avó. Dizem que as dívidas de América para com sua Avó somavam a quantia exorbitante de sete milhões de $ifras. No dia em que América se casaria com Dom Sebastião (que nunca apareceu), ela se perde de sua Avó e, desde então, segue atrás dela. Légua tirana que vai levá-la por lugares e pessoas até rachar seu tênis Nike que foi seu dote de casamento.

9 de mai de 2012

FIT-BH 2012 - Espetáculos Nacionais


Dando sequência à série de posts com a programação do FIT-BH, coloco aqui hoje os espetáculos nacionais da programação. O festival começa no dia 9 de junho e vai até o dia 24 do mesmo. 41 espetáculos estão na grade deste ano, entre montagens internacionais, nacionais e locais. As datas, os horários e os locais das apresentações ainda não foram divulgados, mas a promessa é de levar os espetáculos para todas as regionais da cidade.

A venda de ingressos ainda está um pouco longe no calendário: começa só no dia 21 de maio, quando 30% das entradas serão postas à venda. No dia 1º de junho as bilheterias recebem o restante. Os ingressos vão custar R$20 e estarão à venda no site Ingresso Rápido, na Fnac do BH Shopping e em todas as lojas da Livraria Leitura.


PALCO

ESTAMIRA – BEIRA DO MUNDO (RIO DE JANEIRO/RJ)
Gênero: drama – monólogo
Direção: Beatriz Sayad
Atuação e idealização: Dani Barros
Inspirado no filme “Estamira”, de Marcos Prado
Duração: 1h10 / classificação indicativa: 14 anos

Sinopse
Uma catadora de lixo, doente mental crônica, com uma percepção do mundo surpreendente e devastadora. A peça não só é um documentário sobre Estamira, mas também um depoimento pessoal e artístico de Dani Barros, que reconheceu na história da personagem da vida real retratada no filme de Marcos Prado parte de sua experiência pessoal. O pano de fundo da história é o lixão, porta pela qual adentramos o universo de Estamira. Lá são encontradas cartas e memórias – histórias que não conseguimos jogar fora.

DEPOIS DO FILME (RIO DE JANEIRO/RJ)
Gênero: monólogo – comédia dramática
Realização, direção e atuação: Aderbal Freire Filho
Duração: 1h30 / classificação indicativa: 12 anos

Sinopse
“Depois do Filme” é uma peça de teatro com muitos personagens para um só ator. Seu personagem central “escapa” de um filme para prosseguir sua vida fora dele. O celebrado e premiado Aderbal Freire Filho dá continuidade nos palcos ao personagem que viveu em “Juventude”, filme de 2008 do diretor Domingos de Oliveira. Conduzindo a ação, o ator anuncia as cenas em uma linguagem de roteiro de cinema, descrevendo as “locações” e outras informações próprias do discurso cinematográfico.

MISTERO BUFFO (SÃO PAULO/SP)
Grupo: La Mínima
Gênero: comédia
Direção: Neyde Veneziano
Elenco: Domingos Montagner, Fernando Sampaio e Fernando Paz
Duração: 1h15/classificação indicativa: maiores de 14 anos

Sinopse
Mistero Buffo, a obra prima de Dario Fo, reúne mais de 20 monólogos, inspirados nos jograis medievais. O espetáculo seleciona quatro episódios: “A Ressurreição de Lázaro”, “O Cego e o Paralítico”, “O Louco e a Morte” e “O Louco aos Pés da Cruz”. Questões como a espetacularização da fé e a exploração da miséria são apresentadas sob a ótica ácida dos palhaços, numa alegoria social extremamente contemporânea. Com apoio de música ao vivo, mais de vinte personagens são interpretados pelos três atores-palhaços, unindo nove séculos de humor.

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RUA

A FARSA DO ADVOGADO PATHELIN (PRESIDENTE PRUDENTE/SP)
Grupo: Rosa dos Ventos
Gênero: comédia
Direção: Roberto Rosa
Duração: 1h05 /classificação indicativa: maiores de 12 anos

Sinopse
O espetáculo de rua propõe uma saborosa fusão entre circo e teatro. Um trabalho instigante, atual e curioso, que utiliza o jogo do palhaço, acrobacia, malabarismo, pernas-de-pau e música ao vivo para contar a história do Advogado Pathelin – um grande trapaceiro, que diante de sua ruína financeira aplica um golpe em Guilherme Côvado, renomado comerciante de tecidos. A surpresa desta montagem fica a cargo da inserção de conflitos paralelos vividos entre os palhaços durante a encenação. Na rua, essas divergências internas se revelam, com muito humor, à medida que as histórias se intercalam.

POR QUE A GENTE NÃO É ASSIM? OU POR QUE A GENTE É ASSADO? (FORTALEZA/CE)
Grupo Bagaceira
Gênero: comédia de rua
Direção: Yuri Yamamoto
Duração: 45 minutos / classificação indicativa: 14 anos

Sinopse
Para dar conta da rotina caótica e dos novos desafios, os personagens são obrigados a se transformar rapidamente, trocando de máscaras e atitudes o tempo inteiro, numa combinação maluca. Na tentativa de se adequarem às máscaras que criaram para si, todos vão revelando suas estranhezas e excentricidades. Através de situações esdrúxulas, a peça eleva ao extremo absurdo a bagunça que se passa na cabeça de cada indivíduo, tentando construir um projeto de vida para si, mas se atrapalhando diante de tantas referências e de tanta informação.

SUA INCELÊNCIA, RICARDO III (NATAL/RN)
Grupo: Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare
Gênero: tragédia
Direção: Gabriel Villela
Elenco: Camille Carvalho, Dudu Galvão, César Ferrario, Joel Monteiro, Marco França,
Paula Queiroz, Renata Kaiser e Titina Medeiros
Duração: 1h15/classificação indicativa: livre

Sinopse
O espetáculo parte do texto “Ricardo III”, de William Shakespeare, e ganha o espaço público através do universo lúdico do picadeiro do circo, dos palhaços mambembes, das carroças ciganas, criando um diálogo entre o sertão e a Inglaterra elisabetana. O rock clássico inglês se agrega às incelenças, gênero musical tipicamente nordestino. O trabalho marca o encontro entre dois nomes de destaque na cena teatral brasileira: o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare, que vem consolidando-se como uma referência na região nordeste e nacionalmente, e o encenador Gabriel Villela, um dos mais importantes nomes do teatro contemporâneo no país.

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ESPAÇOS ALTERNATIVOS

ÓPERA DOS VIVOS (SÃO PAULO/SP)
Grupo: Cia do Latão
Direção: Sérgio de Carvalho
Duração: 4h / classificação indicativa: 16 anos

Sinopse
Ópera dos Vivos combina teatro, música e cinema para abordar a produção cultural dos anos 1960 até hoje, tendo como fio condutor uma reflexão sobre a mercantilização do trabalho artístico atual e sua ideologia. Os quatro atos têm títulos irônicos: “Sociedade Mortuária”, “Tempo Morto”, “Privilégio dos Mortos” e “Morrer de Pé”. As quatro partes poderiam ser apresentadas de forma independente, mas interligadas dialogam por oposição, compondo um panorama representativo do trabalho da cultura nos últimos 50 anos do Brasil, antes e depois do golpe militar.

BENÇA – BANDO DE TEATRO OLODUM (SALVADOR/BA)
Grupo: Bando de Teatro Olodum
Direção: Márcio Meirelles
Duração do espetáculo: 1 hora / Classificação indicativa: Livre

Sinopse
Bença, espetáculo/instalação que celebra os vinte anos do Bando de Teatro Olodum, trata do respeito aos mais velhos, da memória cultural do povo negro e sua ancestralidade. Contemporâneo e não linear, o espetáculo trata a passagem do tempo como algo construtivo e enriquecedor. Os atores contracenam com imagens em vídeo, projetadas em três telas. Aparecem figuras emblemáticas, guardiãs da cultura afro-brasileira, que dão depoimentos sobre a temática. A dança vem de rituais afro-brasileiros e a música dialoga com ritmos sagrados de tambores e sons sampleados e manipulados digitalmente.

O IDIOTA – UMA NOVELA TEATRAL (SÃO PAULO/SP)
Grupo: mundana companhia
Gênero: tragédia
Direção: Cibele Forjaz
Autor: Fiódor Dostoievski
Duração: 6 horas e meia com dois intervalos (primeiro intervalo de 30 minutos e o segundo de 15 minutos) / classificação indicativa: 14 anos

Sinopse
O príncipe Míchkin está de volta a São Petersburgo depois de um período na Suíça para tratamento de epilepsia. No retorno, ele pretende procurar uma parenta distante. Apesar de príncipe, Míchkin é pobre e, ao viajar num vagão de terceira classe, ele conhece Ragôjan, um novo-rico que acaba de ganhar uma vultuosa herança do pai, com a qual pretende arrebatar Nastássia. Arma-se a partir daí uma complexa e envolvente trama com triângulos amorosos e conflitos, numa linguagem que consagrou o escritor Dostoievski.

8 de mai de 2012

FIT-BH 2012 - Espetáculos Internacionais

Começa no dia 9 de junho e vai até o dia 24 do mesmo mês a 11ª edição do FIT-BH, Festival Internacional de Teatro Palco e Rua. 41 espetáculos estão na grade deste ano, entre montagens internacionais, nacionais e locais. As datas, os horários e os locais das apresentações ainda não foram divulgados, mas a promessa é de levar os espetáculos para todas as regionais da cidade.

A venda de ingressos ainda está um pouco longe no calendário: começa só no dia 21 de maio, quando 30% das entradas serão postas à venda. No dia 1º de junho as bilheterias recebem o restante. Os ingressos vão custar R$20 e estarão à venda no site Ingresso Rápido, na Fnac do BH Shopping e em todas as lojas da Livraria Leitura.

Enquanto esses detalhes não se resolvem, vou postar nos próximos dias a relação de espetáculos da programação para que os interessados já comecem a decidir o que querem ver nessa maratona teatral. Hoje listo as peças internacionais.


PALCO

QUIET (ISRAEL)
QUIETUDE
Grupo: Arkadi Zaides (Israel)
Gênero: drama
Direção e coreografia: Arkadi Zaides
Duração: 1 hora / classificação indicativa: livre

O processo criativo do espetáculo foi inspirado no choque de realidades sociais dos próprios integrantes do grupo, judeus e árabes. As quatro personagens da peça transbordam no palco um misto de agressão, compaixão, confusão e anseio. Entretanto, em meio a esse conflito, existe também a busca por um lugar tranquilo, quieto. “Quiet” surgiu a partir de um contexto de urgência em discutir a violência e a desconfiança entre essas comunidades. Busca-se um espaço para reflexão e, portanto, que permita mudanças.

LOS HIJOS SE HAN DORMIDO (ARGENTINA)
OS FILHOS JÁ DORMEM
Companhia Veronese
Gênero: comédia dramática
Direção e realização: Daniel Veronese
Duração: 1h40/ classificação indicativa: 16 anos

Sinopse
A sabedoria, a educação e a humanidade são valores negados e quase inexistentes para este grupo de atores do campo que compartilham um cotidiano bem particular. Eles parecem sentir e decidir: melhor se entregar e não tentar interferir no curso da Historia. O espetáculo, inspirado na peça “A Gaivota”, de Anton Tchékhov, é levado aos palcos por Daniel Veronese, um dos principais diretores argentinos contemporâneos. Na peça, flutua uma pergunta: seria possível evitar esse desapego espiritual e permitir a alma fluir livremente? Um problema que se apresenta nesse universo de caos e incompreensão sem a devida solução.

ABITO (ITÁLIA)
Companhia: Fondazione Pontedera Teatro (Itália)
Coprodução: Núcleo Corpo Rastreado e Casa Laboratório para as Artes do Teatro
Gênero: drama
Direção: Roberto Bacci and Anna Stigsgaard
Inspirado no “Livro do Desassossego”, de Fernando Pessoa
Duração: 1h20 / classificação indicativa: 14 anos

Sinopse
A Lisboa de um ajudante de guarda-livros ressoa através da música e mistura-se na agitação de doze bicicletas que trazem vida ao espaço da ação, tornando-o constantemente móvel. O espetáculo faz uma apropriação mágica e poética do ambiente no qual é apresentado, fazendo renascer a Lisboa de todos os dias e épocas. Abito, inspirada no “Livro do Desassossego”, de Fernando Pessoa, faz uma homenagem necessária ao grande poeta e escritor português, que parece se tornar cada vez mais contemporâneo conforme seus trabalhos vão sendo redescobertos e publicados.

VOYAGEURS IMMOBILES (FRANÇA)
Viajantes Imóveis
Companhia Philippe Genty (França)
Gênero: teatro-dança
Direção: Philippe Genty et Mary Underwood
Duração: 1h30 / classificação indicativa: livre

Sinopse
No palco, oito personagens são levados para uma odisséia além do tempo, além do espaço e além de todas as fronteiras físicas. Oito “viajantes imóveis” que mergulham cada vez mais em situações de perpétua metamorfose. Os sentimentos e estados de espírito que atravessam os corpos são representados por imagens. Philippe Genty traz consigo paisagens e imagens dos países e desertos pelos quais atravessou durante suas muitas viagens pelo mundo. Entretanto, há outras paisagens que ele considera importantes: as dos sonhos, o que reforça a universalidade do espetáculo, dando total liberdade ao espectador de escolher a história que ele quer ver e sonhar.

TRANSLUNAR PARADISE (INGLATERRA)
PARAÍSO TRANSLUNAR
Grupo: Theatre Ad Infinitum (Inglaterra)
Gênero: Teatro Físico
Texto e direção: George Mann
Duração: 1h10 / classificação indicativa: 12 anos

Sinopse
“Translunar Paradise” leva você em uma viagem de vida, morte e amor duradouro. Após a morte de sua esposa, William escapa para um paraíso de fantasias e lembranças do passado, um lugar distante da realidade de sua dor. Voltando da morte, Rosa revisita seu companheiro viúvo para realizar um último ato de amor: ajudá-lo a seguir em frente. Nesta requintada peça, que faz uso do teatro de máscaras e de um acordeon tocado ao vivo, o premiado grupo londrino Theatre Ad Infinitum desenvolve uma proposta original para um público multicultural.

TERCER CUERPO (ARGENTINA)
TERCEIRO CORPO
Grupo: Timbre 4 (Argentina)
Gênero: drama
Direção e autoria: Claudio Tolcachir
Duração: 1h10 / classificação indicativa: 12 anos

Sinopse
Um escritório desordenado, a casa de um casal, um bar e um consultório médico. Diferentes lugares que se alternam num mesmo espaço, conectando a vida de cinco personagens. A solidão, a incompreensão e a necessidade de amar os unem. Cinco vidas, cinco desejos de amar, cinco pessoas incapazes. Enquanto isso eles vivem, trabalham, tentam. Medo de não ser. Medo de que saibam quem são. Medo e incapacidade. Uma história de querer e não saber o que fazer, de uma tentativa absurda. E subir as escadas. E querer viver, apesar de tudo.

GÓLGOTA PICNIC (ESPANHA)
Produção: La Carnicería Teatro e Théâtre Garonne de Toulouse
Gênero: drama
Criação e direção: Rodrigo García
Música – “As sete ultimas palavras de Jesus cristo na Cruz”, de Joseph Haydn
Pianista Marino Formenti
Duração: 2h20 / classificação indicativa: 18 anos

Sinopse
O espetáculo revisita o calvário de Jesus Cristo sob uma perspectiva de crítica aos valores de adoração e mercantilização da fé. Para isso, propõe uma catarse ao palco – um piquenique no Gólgota, local de suplício –, que inclui a “crucificação” de uma atriz, cerca de 25 mil pães de hambúrguer sobre os quais os atores pisam ao se deslocar, moem carne e se relacionam de forma agressiva e sensual. Uma obra do argentino-espanhol Rodrigo García que transita por várias linguagens artísticas (como a pintura) e contemporâneas (audiovisual) com muita crítica e inventividade.

UM, NENHUM, CEM MIL (SÃO PAULO/SP)
Realização: Casa laboratório, Fondazione Pontedera de Teatro e Núcleo Corpo Rastreado
Gênero: drama
Direção: Roberto Bacci / Dramaturgia: Stefano Gerarci
Ator: Cacá Carvalho (monólogo)
Duração: 1h30/ classificação indicativa: 16 anos

Sinopse
“Um, Nenhum e Cem Mil” é o titulo da nova parceria entre Casa laboratório, Fondazione Pontedera de Teatro e Núcleo Corpo Rastreado. Cacá Carvalho e Roberto Bacci, com dramaturgia de Stefano Geraci, enfrentam agora um romance do prêmio Nobel Luigi Pirandello, “Um, Nenhum e Cem Mil”. Depois de trabalharem sobre um texto teatral, “O Homem com a Flor na Boca”, e sobre a novela “A Poltrona Escura”, a conclusão da trilogia Pirandelliana se dá com a tradução cênica do último romance do autor.

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RUA

TIME OUT (ALEMANHA)
Grupo: Antagon TheaterAKTion (Alemanha)
Gênero: Teatro de rua
Direção: Bernhard Bub
Duração: 1h15 / classificação indicativa: livre

Sinopse
Time Out é um espetáculo grandioso que põe em cena a luta entre uma realidade opressora (tecnocrata e formalizada) e a busca por liberdade (a essência do espírito humano). Em um mundo que gira fora do eixo, o grupo Antagon TheaterAKTion apresenta uma nova visão, em busca da espiritualidade perdida, caçando uma felicidade permanente e honesta. Essa temática se constrói através de um teatro corporal, com música ao vivo, projeções, pernas-de-pau, elementos do Butoh Japonês, pirotecnia e um final com grande ritual de fogo.

OXLAJUJ B’AQTUN – SOTZIL (GUATEMALA)
AS PROFECIAS MAIAS
Grupo: Centro Cultural Sotz’il Jay (Guatemala)
Gênero: ritual musical
Direção: Víctor Manuel Barillas Crispín
Duração: 1h10 / classificação indicativa: livre

Sinopse
Os elementos energéticos atraem-se e contraem-se no cosmos para criar o fogo essencial da vida. Estes elementos se deslocam através de espirais na busca da harmonia, mas existem forças que provocam fortes desequilíbrios entre a luz e a escuridão. A apresentação encarna esses conflitos em um processo ritualístico que evoca toda a cultura maia preservada e difundida pelo grupo guatemalteco. Um espetáculo catártico que envolve música, dança, jogos e milênios de tradição.

LISBOA (ITÁLIA)
Companhia: Fondazione Pontedera Teatro (Itália)
Coprodução: Núcleo Corpo Rastreado e Casa Laboratório para as Artes do Teatro
Gênero: performance de rua
Direção: Anna Stigsgaard
Duração: 1hora / classificação indicativa: livre

Sinopse
Onze músicos-atores vestidos de preto andam de bicicleta por vielas e praças cantando, dançando e pedalando em círculos, seguindo em direção ao céu, em uma homenagem ao grande poeta português Fernando Pessoa (1888-1935). Na apresentação, o poeta anda pelas ruas e praças à procura de sua amada cidade de nascimento, Lisboa. Com ele estão seus famosos heterônimos – como Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos –, que o guiam, enganam, cantam e dançam. E com a leveza, velocidade e fascínio de suas bicicletas, transformam cada cidade que visitam em uma Lisboa imaginária.

DOMINIO PUBLICO (ESPANHA)
DOMÍNIO PÚBLICO
Grupo: Roger Bernat / FFF (Espanha)
Gênero: performance coletiva
Criação, direção e locução: Roger Bernat
Duração: 1h / classificação indicativa: 12 anos

Sinopse
Dominio Público é como um jogo de tabuleiro em tamanho real (ou uma maquete em 3D), onde os espectadores são os protagonistas. O criador teatral Roger Bernat reúne um grupo de pessoas numa praça, que caminham enquanto escutam várias perguntas e instruções nos headphones distribuídos pela equipe de produção. A partir dos simples movimentos dos participantes, formam-se pequenos grupos. Estas microcomunidades refletem padrões sociais e contam uma história que Bernat orquestra com cuidado durante a apresentação, até torná-la uma ficção bizarra e divertida.


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ESPAÇOS ALTERNATIVOS

EL ÚLTIMO ENSAYO (PERU)
O ÚLTIMO ENSAIO
Criação coletiva do Grupo Cultural Yuyachkani (Peru)
Gênero: drama
Direção: Miguel Rubio Zapata / Textos de Peter Elmore
Duração: 1h30 / Classificação indicativa: 13 anos

Sinopse
Em um antigo teatro, que outrora foi uma sala de cinema, um grupo de artistas homenageia uma diva lendária, cuja vida se passa no início do século 20 peruano. Sobre a linha do presente pousam espectros do passado que despertam a iminência do futuro. A realidade da cena, que tem a virtude de ser física e ilusória ao mesmo tempo, permite que, com a presença de somente sete atores, apareçam as circunstâncias do grupo de artistas, as vicissitudes de duas figuras imaginárias muito importantes na tradição moderna do país (os escritores José Carlos Mariátegui e César Vallejo), além da biografia apócrifa de uma cantora tida como exótica (a soprano Yma Sumac).

SIN TÍTULO, TÉCNICA MIXTA (PERU)
SEM TÍTULO, TÉCNICA MISTA
Grupo Cultural YUYACHKANI (Peru)
Gênero: instalação cênica
Direção: Miguel Rubio Zapata
Criação coletiva de Yuyachkani
Duração: 1h20 / classificação indicativa: 12 anos

Sinopse
O espetáculo é uma grande instalação cênica que trabalha as fronteiras do teatro, das artes visuais e da performance. Os atores e o público dividem o mesmo espaço, que parece ser o sótão de um Museu de História, com documentos, imagens e elementos da história peruana entre os anos 1879 e 2000. Os atores se distribuem sobre praticáveis móveis e se dispõem como quadros que se deslocam, desenvolvendo suas ações simultaneamente.

TRANSFIGURATION (FRANÇA)
TRANSFIGURAÇÃO
(França)
Gênero: performance
“Transfiguration” e “Hybridation” são criações de Olivier de Sagazan
“Transept” é uma colaboração entre Olivier de Sagazan e Richard Nadal

TRANSFIGURATION
Duração: 30 minutos / ator: Olivier de Sagazan
Um homem que transforma suas características faciais com barro. Ele procura desesperadamente encontrar seu verdadeiro ser interno e personalidade. Citando o teatrólogo francês Antonin Artaud: “O rosto humano ainda não encontrou a sua expressão verdadeira e é o pintor que tem o poder de revelá-la.”

VILLA + DISCURSO (CHILE)
Grupo: Teatro Playa
Coprodução da Fundação Internacional Teatro a Mil (Fitam) (Chile)
Gênero: drama
Direção e dramaturgia: Guillermo Calderón
Duração: Villa: 1h10 + Discurso: 40 minutos. Total: 1h50
Classificação indicativa: 14 anos

Sinopse
VILLA: Três mulheres discutem diferentes maneiras de remodelar Villa Grimaldi, o principal centro de tortura e extermínio da ditadura de Pinochet. Reconstruir a casa que foi derrubada pelos militares? Construir um museu moderno? O problema não é fácil de solucionar e expressa as discussões reais pelas quais passam hoje em dia as organizações de direitos humanos focadas em defender a memória das vitimas da ditadura.

DISCURSO: Três mulheres representam a presidenta da República Michelle Bachelet em um discurso imaginário de despedida ao sair do poder: nas suas palavras refletem-se as aspirações e frustrações de uma geração que viveu emocionada a experiência de escolher a primeira presidente mulher (que, além disso, foi vitima de torturas). Expressa também o conflito de um governante que quer fazer reformas populares na sua administração, sendo que convive com o modelo neoliberal imposto pela ditadura.

- VILLA e DISCURSO compõem um programa único, com as mesmas atrizes.
* Entre as duas peças acontecerá um intervalo de 10 minutos.

EL AUTOR INTELECTUAL (COLÔMBIA)
O AUTOR INTELECTUAL
Grupo: La Maldita Vanidad (Colômbia)
Gênero: tragicomédia
Direção: Jorge Hugo Marin
Duração: 1h10 / classificação indicativa: 12 anos

Sinopse
Na sala de uma casa, através da janela, o espectador se transforma em um espião e vivencia a história de Nora, Jorge e Sérgio, três irmãos que se encontram na casa de sua mãe para decidir quem ficará morando com ela. A decisão seria mais fácil se não estivessem com suas respectivas esposas, Suzana e Elvira, que não aceitam ter que assumir as responsabilidades alheias. Um encontro que revela, com inteligência e humor, o lado escuro de uma família colombiana classe-média desestruturada.

LOS AUTORES MATERIALES (COLÔMBIA)
OS AUTORES MATERIAIS
Grupo: La Maldita Vanidad (Colômbia)
Gênero: drama
Texto e direção: Jorge Hugo Marín
Duração: 1h05 / classificação indicativa: 12 anos

Sinopse
Sebas, Julian e Negro não podem pagar o aluguel do apartamento onde moram. Uma noite, o dono do imóvel, Don Joaquín, aparece bêbado exigindo o pagamento. No meio da confusão e do desespero, eles batem no velho e o matam.
Assim começa Los autores materiales, uma obra intimista, inspirada no filme “Festim Diabólico”, de Alfred Hitchcock. Com o assassinato de pano de fundo, o grupo explora os graus de intolerância e violência com os quais se vive nos grandes centros urbanos, como Bogotá. Os personagens se deslocam para a cozinha de um pequeno apartamento de estudantes e o espectador se transforma em cúmplice durante o tempo de um café da manha.

THE THEATRE (REPÚBLICA TCHECA)
O TEATRO
Grupo: Farm in the Cave (República Tcheca)
Gênero: teatro físico
Direção, concepção e coreografia: Viliam Dočolomanský
Duração: 1h15 / classificação indicativa: 7 anos

Sinopse
O espetáculo surgiu a partir das pesquisas sobre as manifestações culturais afro-brasileiras do Nordeste, como: Maracatu-Rural, Maracatu-Nação, Cavalo-Marinho e Bumba-meu-boi. O grupo resgata as manifestações carnavalescas afro-brasileiras, que nasceram em meio à cultura da plantação-de-cana, criadas a partir da condição de escravidão. A partir daí, surgem passos e danças de intensa energia, vitalidade e enorme poder de vida.

7 de mai de 2012

Elvis no paraíso




Ao contrário do que a teoria da conspiração sempre quis fazer crer, Elvis morreu. Ao menos, assim o crê Stan Lee, que acaba de transpor para os quadrinhos a imaginária tentativa do rei do rock de passar pelos portões do paraíso e pela sabatina de Deus. A história, cujo teaser foi liberado no vídeo acima, faz parte da graphic novel "Graphic Elvis", que reúne quadrinhos de outros artistas em tributo aos 35 anos da morte do cantor, completados este ano. Apenas 2.500 cópias da obra serão vendidas, ao preço de US$195. Quem quiser, é só clicar aqui.

3 de mai de 2012

A lírica dos Beatles*

Seja pela atemporalidade ou pela garantia quase certa de aceitação do público, o repertório dos Beatles se mostra fonte fértil para a linguagem do musical. Se já foram exploradas a plasticidade das imagens sugeridas pelas canções no filme “Across the Universe” e personagens de algumas canções, como Eleanor Rigby e o Sargento Pimenta, ganham vida no espetáculo “Love”, do Cirque du Soleil, é a lírica dos fab four que está no centro das atenções em “Beatles Num Céu de Diamantes”.

O musical, vencedor do prêmio Shell de 2009 pelo melhor arranjo vocal e instrumental, estará em cartaz na cidade nos dias 5 (sábado) e 6 (domingo), no Palácio das Artes, dando início a uma turnê nacional quatro anos após sua estreia, no Rio.

“É um espetáculo muito rico vocalmente. Não é cover. A gente faz uma releitura de músicas dos Beatles. Claro que as pessoas vão reconhecer todas as músicas, mas vão reconhecer com outra riqueza vocal. Ele dá prioridade para outras vozes cantarem Beatles: são tons diferentes de voz, tem mulheres cantando”, antecipa Gottsha, uma das atrizes-cantoras do elenco que soma dez pessoas no palco.

Todo o esforço é direcionado para que as vozes fiquem em evidência. Os recursos cênicos são mínimos: apenas objetos simples, como guarda-chuvas, malas, giz e bolhas de sabão são utilizados. As cerca de 50 músicas dos ingleses selecionadas para o espetáculo são alinhavadas sem lançar mão de diálogos ou personagens. O roteiro tem leve inspiração em “Alice no País das Maravilhas”, do também inglês Lewis Carroll – uma das influências de John Lennon, inclusive na composição de canções dos Beatles como “I'm The Walrus” e “Lucy in The Sky With Diamonds”, à qual o nome do musical faz referência.

O encontro de Alice com os Beatles gera um fio condutor que trata do tempo e do amadurecimento, mas de maneira sutil, ressalta Gottsha. “É uma coisa lúdica. Tudo é muito interpretativo. As pessoas ficam mais ligadas nas músicas do que nessa história que está implícita”, observa.

Aos mais interessados no repertório que no roteiro, a boa notícia é que do yeah yeah yeah (“She Loves You”, “A Hard Day's Night”) à guinada criativa (“A Day in the Life”, “I'm The Walrus”), todas as fases da banda são contempladas.

Beatles Num Céu de Diamantes
Palácio das Artes (avenida Afonso Pena, 1537, centro, 3236-7400). Dia 5 (sábado), às 21h, e 6 (domingo), às 19h. Ingressos entre R$ 70 e R$ 90.

*Reportagem publicada na edição de 28/4 do Jornal Pampulha

2 de mai de 2012

O grito recorde

Uma das quatro versões de "O Grito", do Munch, foi arrematada hoje por U$120 milhões, maior valor já alcançado por um quadro em um leilão. Visualizo a caption da imagem: #eikeloucura


Amostra

"Desde Que o Samba é Samba" é o novo livro de Paulo Lins, autor de "Cidade de Deus". A obra busca reconstruir as origens do samba recorrendo a personagens e bastidores do Rio de Janeiro do fim dos anos 1920. Um trecho do livro está disponível pela leitura, via Folha de S. Paulo. É só clicar aqui para acessar o PDF.

1 de mai de 2012

#pantonefeelings

Ok Go mostrando-se interessante de se ouvir mas, principalmente, de se ver.

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