31 de ago de 2010

Quem são os Jolly Boys?



Nos últimos dias, recebi via Twitter e Facebook links que direcionavam para o vídeo de uns senhores super simpáticos fazendo uma versão bem calminha de "Rehab", da Amy Winehouse. Gostei e fui atrás de mais coisa sobre eles. Fiz uma descoberta ótima: os Jolly Boys.

A banda, original de Port Antonio, na Jamaica, foi fundada na década de 1950 e é uma das precursoras do mento, ritmo local surgido no século XIX com instrumentos acústicos. Mesmo passando por mudanças na formação ao longo desses 60 anos, a banda nunca deixou de se apresentar ao vivo. Em 2008, o proprietário de um hotel em Port Antonio, onde os Jolly Boys são a banda residente, decidiu produzir um novo álbum da banda, "Great Expectation", que traz versões mento para sucessos do pop rock mundial, dentre elas "Rehab", "Blue Monday", do New Order, "Perfect Day", do Lou Reed, dentre outras.



No site da banda, há um minidocumentário contando sua história e áudios antigos em streaming. Uma busca no You Tube também retorna alguns vídeos do grupo.

Seriam os Jolly Boys o novo Buena Vista Social Club?

30 de ago de 2010

A estética do cangaço


Livro legal que acabou de ser lançado: "Estrelas de Couro - A Estética do Cangaço", do historiador Frederico Pernambucano de Mello, praticamente um álbum de fotografias do cangaço, com mais de 300 imagens do período de atuação do movimento e de objetos originais utilizados por Lampião, Corisco e companhia.



Veja outras imagens aqui.

Mais cangaço
Pesquisando sobre o livro, acabei descobrindo a Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, com sede em Mossoró (RN), que promove a articulação entre pesquisadores do cangaço e também da história do nordeste. Os artigos disponíveis no site e o blog são uma boa fonte de informação sobre esse movimento histórico aberto a tantas interpretações.

27 de ago de 2010

De graça



Zeca Baleiro prepara o lançamento de dois novos discos, "Trilha", uma coletânea de suas composições que serviram de trilhas para o cinema e espetáculos de dança, e "Concerto", registro de um show feito em março deste ano. Para adiantar as coisas, o cantor e compositor liberou o download de quatro faixas, duas de cada disco. Tem ainda outros "brindes", como o download do vídeo de "Toca Raul", acima.

É só passar no site do Zeca.

26 de ago de 2010

A César o que é de César

Foi ele quem fez!

Li ontem (25) no New York Times que um certo senhor chamado George David Weiss, compositor norte-americano, falecera. Ao ler o texto, comecei a pensar sobre como esse mundo pop pode ser, em partes, injusto. Não é novidade reconhecer a força da interpretação de Louis Armstrong para "What a Wonderful World" e a versão definitiva que Elvis deu para "I Can't Help Falling in Love", mas raramente se pergunta quem deu vida aos versos dessas músicas.

Obrigada New York Times, por diminuir minha ignorância e dar a César o que é de César - ou melhor, dar a Weiss o que é de Weiss.

"I Can't Help Falling in Love", composição de Weiss de 1961


"What a Wonderful World", composição de Weiss de 1967



"The Lion Sleeps Tonight", composição de Weiss de 1961

25 de ago de 2010

Quadrinhos no post-it


Savage Chickens é uma série de quadrinhos que já valeria a pena só por ser divertida. Mas, é mais interessante ainda por duas peculiaridades: além de os personagens principais serem galinhas, os quadrinhos são sempre feitos em post-it, aqueles papeizinhos amarelos adesivos que usamos para anotar recados e lembretes.


Diariamente, o autor, Doug Savage, publica novas histórias na internet.


Vá lá: www.savagechickens.com

24 de ago de 2010

O Crítico

Nunca é tarde para se descobrir coisas legais. Minha última descoberta nessa categoria "perdido no tempo" é o desenho animado O Crítico. Criado e exibido em meados dos anos 90, a série mostra a vida do crítico de cinema Jay Sherman. Dois motivos para assistir:

1)Referências ao cinema na forma de paródioas são constantes, seja nos títulos ou em trechos dos episódios - neste caso, normalmente elas aparecem quando Jay surge apresentando o programa de TV no qual faz suas resenhas, o "Coming Atractions".

2)A série foi criada por Al Jean e Mike Reiss e teve produção executiva de James L. Brooks, nomes frequentes nos créditos de um certo desenho animado. Os dois primeiros foram roteiristas e o último produtor executivo dos Simpsons, o que parece ter influenciado O Crítico. Apesar de o trio ter criado um protagonista bem certinho, a série, como um todo, tem aquele espírito debochado e ácido típico dos Simpsons.



Longe da TV há muito tempo, O Crítico teve só duas temporadas, mas, para alegria geral da nação, ambas estão disponíveis no You Tube. Assistam.

23 de ago de 2010

Aquecimento Lauryn Hill

"Repercussions", música inédita de Lauryn Hill depois de um intervalo de 11 anos sem material novo, caiu na rede dia desses. Bem a tempo de entrar para o aquecimento para os shows que a cantora faz por aqui mês que vem (dia 3 em Florianópolis, dia 6 no Rio, dia 7 em São Paulo, dia 10 em BH e dia 12 em Brasília).

20 de ago de 2010

Uma bobagem

Só eu acho que, nesta foto de 67, usada para a capa da Bravo! deste mês, o Caetano está a cara da Zélia Duncan?

19 de ago de 2010

Referências

Num intervalo de três dias, o mundo das celebridades nos "presenteou" com duas "reedições" da clássica cena de "A Doce Vida", na qual a personagem Sylvia (Anita Ekberg) se refresca na Fontana de Trevi, na Itália.

Ok, tudo depende da forma como se lê as imagens, mas não resisti à piadinha forçada.

Anita Ekberg, 1960, Fontana di Trevi - Itália

Rita Cadillac, 17 de agosto, Miami - EUA

Shakira, 19 de agosto, Barcelona - Espanha

18 de ago de 2010

I met the Walrus

Nunca é tarde para descobrirmos coisas legais. Dia desses, fazendo uma pesquisa no Google para uma pauta sobre animação, descobri o curta "I met the Walrus". Produzido em 2007, ele é uma animação produzida a partir de uma entrevista que John Lennon deu em 1969 para o canadense Jerry Levitan, então um adolescente de 14 anos que, ao descobrir que John e Yoko estavam hospedados em Toronto, matou aula para ir até o hotel onde o casal estava, bateu de quarto em quarto até encontrá-los e, com seu gravador, registrou 40 minutos de conversa com os dois.

Os pouco mais de cinco minutos do curta abarcam apenas falas de John que, nos trechos selecionados, fala de sua aversão à guerra e a necessidade de engajamento de todos na causa pacifista, dentre outros assuntos relativos aos Beatles. A animação segue o fluxo da fala de John, operando como uma materialização de seu pensamento.

17 de ago de 2010

Cartoon cor de rosa


Laura Ballés, esposa do cartunista Adão, está se aventurando na profissão do marido. Além de, desde julho, dividir com Adão a série de tirinhas "Roupa Suja", na qual os dois compartilham com os leitores da Folha de S. Paulo o dia a dia do casal, Laura criou o blog O outro lado da Laura, no qual publica o "Roupa Suja" e cartoons de sua exclusiva autoria.

Sempre em preto, branco e rosa, eles trazem o ponto de vista feminino para um universo que é, ainda, majoritariamente ocupado pelos homens.

Vale a visita: http://ooutroladodalaura.blogspot.com

16 de ago de 2010

A matemática do Rock in Rio

Hoje o jornal O Globo publicou uma reportagem mostrando como, nos últimos anos, os preços dos ingressos de shows internacionais subiram muito mais que a inflação e o dólar. Vale a leitura completa, mas vou resumir o que me interessa para este post.

O ponto de referência é o ano de 2001, quando foi realizado o último Rock in Rio no país. Naquela edição do festival, os ingressos custaram R$35. Segundo o texto, com o valor reajustado pela inflação do período 2001-2010, que foi de 84,78%, as entradas deveriam custar hoje R$64,67.

Como o texto foi publicado antes da coletiva de imprensa dada hoje à tarde pela organização do Rock in Rio (para tratar da edição do ano que vem, aqui no Brasil), ele não faz comparações com os valores de ingressos anunciados na entrevista. Resolvi, então, fazer as contas.

O valor previsto para os ingressos da próxima edição é R$180, 414% mais caro. A não ser que o país volte a viver uma totalmente improvável onda inflacionária, semelhante à dos anos 80, esse é um aumento, no mínimo, irreal. E ainda querem engalobar o público com shows de Pitty, Capital Inicial e NX Zero, gente que toca sempre em todo o Brasil, por muito menos.

13 de ago de 2010

Max Papeschi

Descobri o artista italiano Max Papeschi numa reportagem do El País e gostei.


As obras de Papeschi, praticamente todas elas colagens, propõem uma reflexão sobre a globalização, por meio do deslocamento de símbolos mundializados para um contexto totalmente diferente do original.


Se você gostou também, veja mais no www.maxpapeschi.com

12 de ago de 2010

O Looney Tunes do sertão

E se no lugar do deserto estivesse o sertão, e no lugar do Papa Léguas fugindo do Coiote estivesse um calango fugindo da morte trazida pela seca? Então, teríamos um desenho animado do Calango Lengo, do diretor Fernando Muller.

11 de ago de 2010

Coiote - a hora da revanche

O que a Warner Bros nunca fez, outros fizeram: criar um episódio no qual, finalmente, o Coiote consegue capturar o Papa Léguas.

Este primeiro vai direto ao ponto, fazendo dar certo uma das incontáveis armadilhas criadas pelo Coiote.



Já este outro, do pessoal do Family Guy, vai mais longe: além de permitir ao Coiote concretizar sua caça, mostra os efeitos psicológicos desse feito em sua vida. Gênio.



P.S
O mesmo Family Guy também deu um final diferente para a eterna luta entre Hortelino e Pernalonga. O caçador, finalmente, mata o coelho. Quem quiser, que veja aqui. Não vou coloca-lo aqui no blog. É chocante demais para quem, como eu, sempre teve o Pernalonga como um de seus personagens de desenho animado favoritos.

10 de ago de 2010

A nerdice do Weezer


Ontem, li várias notinhas sobre o novo disco do Weezer, "Hurley", referência direta ao personagem homônimo de Lost comprovada pela foto do mesmo na capa. "Inusitado", "inesperado" e "surpreendente" foram alguns dos adjetivos usados nesses textos para qualificar a novidade. Surpresa ficou eu com esse tipo de reação. A considerar por seu histórico, o Weezer, desde os primórdios conhecido como uma banda nerd, não fez mais do que o esperado. Vejam só:

Óculos nerd
Rivers Cuomo usa estes óculos gigantes e com armação grossa, típicos de nerd, sem menor o constrangimento, desde sempre. Muito antes de fashionistas elevarem o modelo ao status de cool. Muito antes ainda de os garotinhos do happy rock sonharem em nascer.

Harvard
Rivers é formado em Harvard, que é SÓ uma das mais conceituadas universidades do mundo. É fato que ele largou o curso de inglês por dez anos, em função do sucesso do Weezer, mas, como bom nerd, retornou num dos intervalos entre uma turnê e outra para concluir a graduação.

Pork and Beans



Em 2008, todo mundo já tinha sacado que o YouTube era o máximo e já se divertia com algum viral surgido no site. Mas só um bando de nerds para compilar com maestria estes virais num vídeo só e, ainda, fazer referências bacanas a alguns deles.

Para chegar no Hurley era um passo só, né?

9 de ago de 2010

A tal da pista premium

Fãs ensandecidos nasceram junto com a música pop. Um dos primeiros (e cruciais) registros que se tem desse tipo de fã tem relação direta com o Big Bang do pop, ou seja, os Beatles. Foram os gritos ensurdecedores de jovens garotas que ajudaram a medir, no início, o sucesso sem igual que os Fab Four faziam. Foram esses mesmos gritos, só para justificar o adjetivo "cruciais", que contribuíram para que os Beatles abandonassem as apresentações ao vivo. Somada à baixa tecnologia da época, a barulheira impedia que a banda ouvisse o retorno do som no palco.

Pois bem. Desta forma impulsiva de comportamento, as (e os) tietes evoluíram para ações mais sistematizadas para mostrar sua admiração por seus ídolos da música. Montaram fãs-clubes, criaram acervos com discos, recortes de revistas e pôsteres, fizeram vigílias em portas de hotéis e, por último, mas não menos importante, passaram a chegar horas, até mesmo dias, antes do início de um show só para conseguir ficar o mais próximo do palco possível. Nascia a "turma do gargarejo", um pessoal que, por meio de uma penitência (acampar na porta de um estádio), atinge a melhor das recompensas (ver o ídolo de perto, o que permite a dupla felicidade de realizar um sonho e comprovar sua existência, inconscientemente inconcebível pela idealização e pelo distanciamento).

Eis que, de uns tempos pra cá, produtores espertinhos, para nos fazer lembrar que, no fim das contas, tudo não passa de um negócio, inventaram a "pista premium". Basicamente, dividiram a pista (o habitat natural da turma do gargarejo) em duas partes, uma delas mais próxima do palco que a outra, cobrando (muito) mais pelo ingresso da primeira. Só para ficar em dois exemplos recentes, no show do Guns, em BH, os ingressos para a pista premium custaram R$500, enquanto para a pista "tradicional" custaram R$200. No excessivamente badalado SWU, que ocorre em Outubro, em SP, cobra R$640 para o famigerado e inventado novo setor de shows e R$240 para a pista "comum".

Em outros termos, a pista premium modifica a razão de ser da turma do gargarejo. Fica perto do palco quem (pode) pagar mais. Tiete que pode, fica livre da penitência de ter que chegar horas ou dias antes do show, mas, ao mesmo tempo, perde o prazer da espera e da recompensa em troca de tanto sacrifício - sim, os fãs se divertem com essa "vigília" antes do show. Mais objetivamente, perde também algumas centenas de reais a mais. Tiete que não pode pagar perde tudo: o lugar mais próximo do palco, a felicidade de ver sua banda preferida mais de perto. No fim das contas, a pista premium não premia ninguém.

6 de ago de 2010

My Paper Sunglasses


Símbolos de intelectualidade e também de estilo. Usados para passar despercebido ou para aparecer. Acessórios de moda, objetos de desejo. O que mais os óculos podem ser?

Nas mãos de fotógrafos, designers e artistas plásticos, um meio de expressão da personalidade, de ideias e da imaginação. Esse é o espírito da mostra My Paper Sunglasses, que reúne trabalhos de 36 artistas convidados a fazerem intervenções sobre óculos de papel, e que será aberta na capital na próxima segunda.

Os óculos são expostos acompanhados de uma fotografia de cada artista utilizando sua obra. Um exemplar de cada criação também vai estar livre para ser usado pelo público, que poderá ser fotografado com o objeto. As imagens dos visitantes vão para o site www.mypapersunglasses.com, que também vai disponibilizar um óculos de papel, que pode ser impresso e customizado pelos internautas. As fotos de um editorial de moda baseado nas criações dos artistas também estará exposto.

A exposição My Paper Sunglasses estará aberta ao público a partir de segunda-feira (10), na Mini Galeria, na avenida Cristóvão Colombo, 550, sobreloja 27, na Savassi.

5 de ago de 2010

Van Gogh e RPG



Quadros de Van Gogh viraram cenário de vídeo game, mais precisamente do RPG produzido pela sul-coreana Ndoors e disponibilizado pelo site Atlantica on Line. Veja o vídeo acima com cenas do game e brinque de identificar os quadros abaixo:

Terraço do Café em Arles à Noite

Noite Estrelada

A Igreja de Auvers

Os Girassóis

4 de ago de 2010

Ao vivo

A exemplo de shows do U2 e de Paul McCartney, o You Tube transmite ao vivo, à meia-noite desta sexta-feira (horário de Brasília), o show que o Arcade Fire fará no Madison Square Garden, em Nova York.

Com todo o tititi em torno do novo disco da banda, The Suburbs, que andam dizendo ser melhor que Ok Computer, do Radiohead, o show não deixa de ser uma boa oportunidade para conferir se, além de tão boas, mesmo, as músicas funcionam ao vivo.



Acompanhe o show neste link.

3 de ago de 2010

Almaz



De tão boa, a existência da Nação Zumbi já bastaria por si mesma. Mas, de tão talentosos, os caras se desdobram em projetos paralelos igualmente bons, como os Los Sebosos Postizos (a mesma formação da Nação fazendo releitura do repertório menos óbvio de Jorge Ben Jor), Maquinado (projeto solo de Lúcio Maia) e 3namassa (Dengue e Pupilo, mais o Rica Amabis do instituto mais mulheres convidadas nos vocais). Melhor, impossível. Mas eles não se satisfazem (ainda bem) e nos presenteiam com mais um projeto, o Almaz, com Pupilo, Lúcio e Seu Jorge nos vocais.

A banda surgiu quase sem querer, quando se reuniu em estúdio para gravar uma versão para "Juízo Final", de Nelson Cavaquinho, para a trilha de "Linha de Passe". A química rolou e os três decidiram gravar um disco inteiro com releituras de músicas de gente como Martinho da Vila, Michael Jackson e Krafwerk.

A estreia nos palcos foi em Nova York. De lá, o Almaz deve ir ainda para a Ásia e a Oceania, antes de vir para o Brasil.

Ouça e baixe o disco no sempre camarada Pernambuco Nação Cultural.

Saiba mais no seujorgealmaz.com

2 de ago de 2010

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