31 de dez de 2010

2010 de A a Z - O espírito de todas as épocas

Jornalistas adoram retrospectivas. Priscila é jornalista. Logo, Priscila adora retrospectivas. A partir deste complexo exercício de lógico, faço aqui no blog até o dia 31 a minha retrospectiva 2010. Preste bem atenção: disse "minha" porque o que se segue é um recorte, determinado por todos os meus (des)interesses e gostos, daquilo que me chamou a atenção neste ano que já está dando tchau. Isso não tira, porém, a graça da coisa - eu espero.

A lista segue um esquema de palavras-chave para lembrar o ano, em ordem alfabética e e a conta-gotas.

PS: Para fugir da encrenca causada pelo K, o W e o Y, me dei o direito de ignorar a reforma ortográfica e tomar como referência o alfabeto de 23 letras.

X de xingar
Esqueça que eles gostam do Restart. Esqueça que eles são adolescentes. Esqueça que eles são histéricos. Pense apenas que, apesar de todo o ridículo da situação, estes adolescentes nos presentearam com duas expressões originais que foram imediatamente incorporadas ao vocabulário internético: "puta falta de sacanagem" e "vou xingar muito no Twitter". Introduzir uma nova expressão na linguagem corrente (ainda que seja aquela falada por um grupo determinado) não é coisa que acontece todos os dias. Coisas que só a espontaneidade de um momento de "fúria" são capazes de produzir.



Z
de zeitgeist
"Zeitgeist" é o termo alemão que significa literalmente espírito do tempo, mas cujo emprego refere-se à atmosfera cultural, intelectual e social de um determinado período. Desde 2001, o Google usa essa palavra para batizar o balanço que divulga sobre os termos mais buscados no site todos os anos. Este ano, o Twitter também lançou sua lista de termos mais mencionados, fornecendo um retrato mais completo desse "espírito", e indicando que o registro da história, irreversivelmente, passa a ser feito também por cada um de nós através da tela do computador. A propósito, saber as tendências de uso de determinadas palavras não é mais exclusividade do presente. Neste mês, o Google lançou uma ferramenta que permite analisar a frequência de uso de uma palavra ao longo dos anos, de 1800 até os dias de hoje, graças à digitalização de livros.

30 de dez de 2010

2010 de A a Z - Arregaçando as mangas

Jornalistas adoram retrospectivas. Priscila é jornalista. Logo, Priscila adora retrospectivas. A partir deste complexo exercício de lógico, faço aqui no blog até o dia 31 a minha retrospectiva 2010. Preste bem atenção: disse "minha" porque o que se segue é um recorte, determinado por todos os meus (des)interesses e gostos, daquilo que me chamou a atenção neste ano que já está dando tchau. Isso não tira, porém, a graça da coisa - eu espero.

A lista segue um esquema de palavras-chave para lembrar o ano, em ordem alfabética e e a conta-gotas.

PS: Para fugir da encrenca causada pelo K, o W e o Y, me dei o direito de ignorar a reforma ortográfica e tomar como referência o alfabeto de 23 letras.

U de união
Um grupo de cariocas resgatou- e honrou muito bem - a filosofia punk do "faça você mesmo". Sem se conformar com a carência de shows internacionais na cidade, resolveram mobilizar fãs e alguns parceiros de maior porte, como agências de promoção de eventos para levar ao Rio o show da banda Miike Snow. A empreitada a princípio improvável deu certo e ganhou repeteco: pouco tempo depois, foi a vez de o mesmo espírito de mobilização conseguiu levar o Belle & Sebastian para a cidade.

Belle no Rio: ação entre amigos

V de vaia
Com cinco prêmios e muitas vaias, o Restart marcou o VMB deste ano. Subtraindo o juízo de valor acerca da banda, essa equação prêmios/vaias evidencia algumas inconsistências do VMB. 1) Longe de expressar o gosto de uma maioria, a votação aberta para o público é uma votação de fã-clube, em que o empenho dos votantes é diretamente proporcional à sua histeria em relação a uma banda/artista (veja bem, histeria, o que é diferente de admiração). 2)Na hora de fazer a festa, a MTV convida quem menos se envolve com a premiação para acompanhar tudo ao vivo.

Amanhã tem mais.

29 de dez de 2010

2010 de A a Z - Muito barulho por nada

Jornalistas adoram retrospectivas. Priscila é jornalista. Logo, Priscila adora retrospectivas. A partir deste complexo exercício de lógico, faço aqui no blog até o dia 31 a minha retrospectiva 2010. Preste bem atenção: disse "minha" porque o que se segue é um recorte, determinado por todos os meus (des)interesses e gostos, daquilo que me chamou a atenção neste ano que já está dando tchau. Isso não tira, porém, a graça da coisa - eu espero.

A lista segue um esquema de palavras-chave para lembrar o ano, em ordem alfabética e e a conta-gotas.

PS: Para fugir da encrenca causada pelo K, o W e o Y, me dei o direito de ignorar a reforma ortográfica e tomar como referência o alfabeto de 23 letras.

S de segredo
A curiosidade criada em torno do segredo guardado pelo personagem Gerson, da novela Passione, foi tão grande que até o Google quis descobrir o que era. Experimente digitar apenas "segredo" na caixa de busca do site e verá que das 10 sugestões de pesquisa, 6 estão relacionadas ao tal segredo. O problema é que a revelação não correspondeu ao tamanho da curiosidade e até quem não acompanha a novela, apenas as notícias sobre ela (meu caso), sentiu que, no fim das contas, foi tudo uma frescura revestida de lenga-lenga.

T de transmissão
A brincadeira começou no ano passado, quando o YouTube transmitiu para todo o mundo, ao vivo, o show do U2 no Rose Bowl, em Los Angeles. Este ano a coisa ficou mais robusta, rendendo uma lista de transmissões mundiais ao vivo que incluem shows do Arcade Fire, Paul, Bon Jovi e até do YouTube Play, concurso que elegeu os vídeos mais criativos da internet. Dando sinais de expansão, em novembro houve a primeira transmissão gerada diretamente da América Latina (mais precisamente do Brasil), o Sertanejo Live, com alguns dos nomes de maior sucesso do gênero no país, como Luan Santana e Vitor e Leo. YouTube, a sua nova casa de shows.

28 de dez de 2010

2010 de A a Z - Chi-chi-chi! Le-le-le!

Jornalistas adoram retrospectivas. Priscila é jornalista. Logo, Priscila adora retrospectivas. A partir deste complexo exercício de lógico, faço aqui no blog até o dia 31 a minha retrospectiva 2010. Preste bem atenção: disse "minha" porque o que se segue é um recorte, determinado por todos os meus (des)interesses e gostos, daquilo que me chamou a atenção neste ano que já está dando tchau. Isso não tira, porém, a graça da coisa - eu espero.

A lista segue um esquema de palavras-chave para lembrar o ano, em ordem alfabética e e a conta-gotas.

PS: Para fugir da encrenca causada pelo K, o W e o Y, me dei o direito de ignorar a reforma ortográfica e tomar como referência o alfabeto de 23 letras.

L de lisergia
Bastou Tim Burton regatar o universo povoado por coelhos apressados, gatos sorridentes, lagartas maluconas e desafios à lógica estabelecida para que Alice e seu País das Maravilhas virasse uma febre momentânea. A primeira versão cinematográfica da história e o manuscrito original do livro vieram a público, edições e mais edições da obra foram relançadas e até a Turma da Mônica encarnou as maluquices de Carroll. Todo mundo louco pra seguir o coelho branco e se jogar na toca.

M de mineiros
Um confinamento a centenas de metros abaixo da terra, câmeras que acompanham a rotina e registram mensagens carinhosas para a família, um líder para organizar o grupo. Saída do confinamento com direito a flashs, ampla cobertura da imprensa e mulheres emocionadíssimas (amantes e esposas) para recepcionar o companheiro. Pós-confinamento marcado por entrevistas, cachês e encontros com famosos. O caso dos mineiros do Chile mostra que não há reality show mais empolgante que a vida e suas surpresas.

El Gran Hermano - Chile

N de nonsense
Quase que o humor ficou de fora das eleições por conta de uma norma do TSE que proibia qualquer referência em programas humorísticos que ridicularizasse ou satirizasse candidatos. A norma foi derrubada, mas as risadas, de certa forma, já estavam predestinadas a fazerem parte do período eleitoral, graças à falta de noção nata de alguns candidatos. Tivemos uma revelação do stand up comedy, a candidata laranja ao governo do DF Weslian Roriz, com toda seu pensamento desconexo, e debates muito menos monótonos graças a Plínio Sampaio que, sem nada perder, fez todo mundo rir disparando sinceridade e ironia pra todos os lados.



Amanhã tem mais

27 de dez de 2010

2010 de A a Z - Pegou geral

Jornalistas adoram retrospectivas. Priscila é jornalista. Logo, Priscila adora retrospectivas. A partir deste complexo exercício de lógico, faço aqui no blog até o dia 31 a minha retrospectiva 2010. Preste bem atenção: disse "minha" porque o que se segue é um recorte, determinado por todos os meus (des)interesses e gostos, daquilo que me chamou a atenção neste ano que já está dando tchau. Isso não tira, porém, a graça da coisa - eu espero.

A lista segue um esquema de palavras-chave para lembrar o ano, em ordem alfabética e e a conta-gotas.

PS: Para fugir da encrenca causada pelo K, o W e o Y, me dei o direito de ignorar a reforma ortográfica e tomar como referência o alfabeto de 23 letras.

Q de quiproquó
De xingamentos do nível "cabeça de mamão" a desabafos incomodados, gente com certa notoriedade usou os 140 caracteres para apurrinhar seus desafetos. Vide a discussão de FiukFelipe Neto com , o troco que M.I.A deu para a jornalista que a desagradou e a bronca de Johnny Marr pra cima de David Cameron. Todo mundo xingando muito no Twitter.

R de recorde
Primeiro, foi o recorde de filme mais pirateado, lá em 2007, quando foi lançado o primeiro Tropa de Elite. Este ano, com o lançamento do Tropa 2, vieram os recordes de maior bilheteria de estreia do cinema nacional (1, 25 milhão de espectadores no primeiro fim de semana) e filme brasileiro mais assistido na história (10, 7 milhões de espectadores), quebrando a marca que Dona Flor e Seus Dois Maridos manteve por 34 anos. Ah, também quebrou o recorde de sequência mais rápida, com o Tropa 3, lançado apenas um mês após o segundo filme e sucesso nos camelôs do Rio. Brinks.

Suuuuuucesso (vinheta de rádio FM mode on)

Amanhã tem mais.

24 de dez de 2010

2010 de A a Z - Pegadinha do Malandro!

Jornalistas adoram retrospectivas. Priscila é jornalista. Logo, Priscila adora retrospectivas. A partir deste complexo exercício de lógico, faço aqui no blog até o dia 31 a minha retrospectiva 2010. Preste bem atenção: disse "minha" porque o que se segue é um recorte, determinado por todos os meus (des)interesses e gostos, daquilo que me chamou a atenção neste ano que já está dando tchau. Isso não tira, porém, a graça da coisa - eu espero.

A lista segue um esquema de palavras-chave para lembrar o ano, em ordem alfabética e e a conta-gotas.

PS: Para fugir da encrenca causada pelo K, o W e o Y, me dei o direito de ignorar a reforma ortográfica e tomar como referência o alfabeto de 23 letras.

O de onisciência
O Wikileaks obrigou a expressão "segredo de Estado" a repensar seu sentido. Das pendengas que os EUA vêm passando para sustentar a guerra no Afeganistão a fofocas dos bastidores da diplomacia mundial, o Wikileaks sabe de tudo um pouco a respeito dos poderosos líderes mundiais. Na enxurrada de 250 mil documentos vazados, teve até respingos com referências pop. Grças ao trabalho de Assange já sabemos, por exemplo, que o governo americano considera
que a dupla russa Medvedev e Putin é comparada a Batman e Robin e que Kim Jong-chol, filho de Kim Jong-Il, ditador da anti-ocidente Coreia do Norte, é "devoto" de Eric Clapton.

P de pegadinha
Foram meses de boatos e altas expectativas em torno do inicialmente chamado "Apple Tablet", com direito a rastreamento de informações da Apple, desenhos que tentavam imaginar o formato do novo produto, vídeos com versões demo da novidade. A Apple respondeu à altura preparando um mega evento para, finalmente, apresentar o produto. E Steve Jobs me aparece com o iPad. Um iPhone de Itu. Sem entrada USB, sem flash. Com nível de recursos comparável ao de uma pedra.

Caption: Rááá! Pegadinha do Malandro!

Segunda-feira tem mais.

23 de dez de 2010

2010 de A a Z - A Copa pop

Jornalistas adoram retrospectivas. Priscila é jornalista. Logo, Priscila adora retrospectivas. A partir deste complexo exercício de lógico, faço aqui no blog até o dia 31 a minha retrospectiva 2010. Preste bem atenção: disse "minha" porque o que se segue é um recorte, determinado por todos os meus (des)interesses e gostos, daquilo que me chamou a atenção neste ano que já está dando tchau. Isso não tira, porém, a graça da coisa - eu espero.

A lista segue um esquema de palavras-chave para lembrar o ano, em ordem alfabética e e a conta-gotas.

PS: Para fugir da encrenca causada pelo K, o W e o Y, me dei o direito de ignorar a reforma ortográfica e tomar como referência o alfabeto de 23 letras.

H de humor
Pense em conceitos como "humor inteligente", "mistura de jornalismo com humor". Onde encontrá-los, na prática? No nem tão badalado, mas altamente recomendável "The Piauí Herald", blog da revista Piauí que faz sátira com assuntos do dia na linguagem jornalística. Projetado para encerrar suas atividades em junho deste ano, acabou ganhando uma sobrevida. A promessa, agora, é que o blog vai acabar junto com o ano, no próximo dia 31. Que descumpram o tratado novamente.

I de ilusionismo
O truque de mudar de roupa repetidas vezes em pouquíssimos instantes não era uma novidade; havia até sido transmitido em números de mágica na televisão (se não me engano, em uma série exibida pelo Fantástico). Para não perder o encantamento, fazer o mesmo truque diante de milhares de pessoas (sem contar os outros milhões que assistiam ao vivo), repetidas vezes, por mais de uma hora, exigia precisão e a grande sorte de não anular o efeito de surpresa pela repetição. Levando o truque para a sua comissão de frente, a Unidos da Tijuca conseguiu cumprir com esses dois quesitos, o que garantiu, juntamente com super-heróis, mafiosos e Michael Jackson em plena Sapucaí, o título de campeã do carnaval do Rio em 2010.



J de jabulani
A escolha do "j" de jabulani foi bem ao acaso. Poderia ter sido P de Polvo Paul, o falecido molusco que "adivinhou" resultados que nem os maiores especialistas de bolão poderiam prever. Ou Z de zicado, para qualificar Mick Jagger, cuja torcida no estádio determinava o time perdedor. Ou ainda V de vuvuzela, o som onipresente da Copa da África do Sul, que foi incorporada até pelos players do YouTube. Poderia ter sido também G de Galvão Birds, a explicação que demos para o mundo, no Twitter, a respeito da expressão "Cala a boca Galvão", no que pode ter sido um dos maiores trotes da internet. Ainda restaria U de "Umbabarauma", para lembrar da parceria de Jorge Ben Jor e Mano Brown. Sobraria ainda S de sucesso, para o hit "Wavin' Flag", do K'naan. Enfim, nunca uma Copa do Mundo foi tão pop.

R.I.P

Amanhã tem mais.

22 de dez de 2010

2010 de A a Z - De volta pra casa

Jornalistas adoram retrospectivas. Priscila é jornalista. Logo, Priscila adora retrospectivas. A partir deste complexo exercício de lógico, faço aqui no blog até o dia 31 a minha retrospectiva 2010. Preste bem atenção: disse "minha" porque o que se segue é um recorte, determinado por todos os meus (des)interesses e gostos, daquilo que me chamou a atenção neste ano que já está dando tchau. Isso não tira, porém, a graça da coisa - eu espero.

A lista segue um esquema de palavras-chave para lembrar o ano, em ordem alfabética e e a conta-gotas.

PS: Para fugir da encrenca causada pelo K, o W e o Y, me dei o direito de ignorar a reforma ortográfica e tomar como referência o alfabeto de 23 letras.

F de fail
Marcos Mion disse que ia revolucionar a televisão brasileira com seu novo programa na Record. Conseguiu convencer João Gordo e o pessoal do Hermes e Renato a deixar a MTV para também fazerem parte da revolução. O problema é que ele juntou uma bancada à la CQC, umas dançarinas à la Gugu/Faustão, uns quadros que já fazia na MTV e a sua tão anunciada reviravolta televisiva chamada Legendários acabou ficando igual a um pouco de tudo que já existia por aí. Melhor dizendo, ficou quase igual, porque aquele papo de "humor do bem" (que não convenceu ninguém) adicionou uma dose extra de "vergonha alheia" ao programa que poucos conseguirão repetir na TV.

Como diria Quico, "não deu"

G
de geografia
A gente até já tinha se convencido de que o Rio, quando acompanhando das palavras "Rock in" pode ser em Lisboa, Madri ou qualquer outra cidade ensolarada da Europa. Afinal, foram nove anos de, digamos, "itinerância" do festival nascido carioca em 1985. Mas, finalmente, Medina resolveu levar a sério a divisão política do mapa mundi e anunciou a realização do festival no Rio de Janeiro em 2011. A lista de atrações anunciadas até o momento não é 100% empolgante (talvez uns 20%), mas ainda há muita coisa para ser confirmada. Oremos.

Amanhã tem mais.

21 de dez de 2010

2010 de A a Z - Um novo gênero?

Jornalistas adoram retrospectivas. Priscila é jornalista. Logo, Priscila adora retrospectivas. A partir deste complexo exercício de lógico, faço aqui no blog até o dia 31 a minha retrospectiva 2010. Preste bem atenção: disse "minha" porque o que se segue é um recorte, determinado por todos os meus (des)interesses e gostos, daquilo que me chamou a atenção neste ano que já está dando tchau. Isso não tira, porém, a graça da coisa - eu espero.

A lista segue um esquema de palavras-chave para lembrar o ano, em ordem alfabética e e a conta-gotas.

PS: Para fugir da encrenca causada pelo K, o W e o Y, me dei o direito de ignorar a reforma ortográfica e tomar como referência o alfabeto de 23 letras.

D de disparidade
Com a promessa de os e-readers ganharem espaço no mercado de livros, nada mais natural que empresas desenvolvam leitores digitais para concorrer no mercado e baixar os preços do produto. Se empresas nacionais entram nessa disputa, melhor. Livres de taxas de importação, os preços podem ficar ainda menores. O problema é que tudo isso, até o momento, só parece fazer sentido em tese. Comparemos, enquanto um Kindle com Wi-fi e memória de 4GB, que só pode ser comprado via Amazon, chega ao Brasil custando R$550 somadas taxas de importação e frete, o brasileiro Positivo Alfa, lançado este ano, com Wi-fi e metade da memória do concorrente americano, custa R$799. E o pioneiro e também brasileiro Cooler, sem Wi-fi e apenas 1GB de memória sai a R$599. Por que, Brasil?

Kindle: em dólar é mais barato


E de espiritismo
A certa altura deste ano, algum seguidor meu no Twitter (não lembro mais quem foi) disse que os filmes com temática espírita eram os novos filmes de favela no cinema brasileiro. Se considerarmos 2010, a constatação faz todo sentido. Este foi o ano em que o cinema nacional colocou em cartaz "Chico Xavier", "Nosso Lar"(ambos com mais de três milhões de espectadores) e "As Cartas Psicografadas por Chico Xavier". E ainda teve a mini-série da Globo, "A Cura". Mesmo assim, o recorde de bilheteria ficou com um "filme de favela", "Tropa de Elite" e seus 10 milhões de espectadores. Mas o cinema espírita ainda não desistiu. No ano que vem, deve estrear "As mães de Chico Xavier", mais um do gênero.

Amanhã tem mais.

20 de dez de 2010

2010 de A a Z - Faboulous days

Jornalistas adoram retrospectivas. Priscila é jornalista. Logo, Priscila adora retrospectivas. A partir deste complexo exercício de lógico, começa hoje aqui no blog e vai até o dia 31 a minha retrospectiva 2010. Preste bem atenção: disse "minha" porque o que se segue é um recorte, determinado por todos os meus (des)interesses e gostos, daquilo que me chamou a atenção neste ano que já está dando tchau. Isso não tira, porém, a graça da coisa - eu espero.

A lista segue um esquema de palavras-chave para lembrar o ano, em ordem alfabética e e a conta-gotas.

PS: Para fugir da encrenca causada pelo K, o W e o Y, me dei o direito de ignorar a reforma ortográfica e tomar como referência o alfabeto de 23 letras.

A de área vip
Não foi em 2010 que a pista dos shows ganhou o adjetivo "premium", codinome para "desculpa para cobrar preços mais altos" ou para "danem-se os verdadeiros fãs que se matam para ficar no gargarejo". Mas, este foi o ano da reprodução desta praga.

No show do Black Eyed Peas, fomos apresentados à pista golden, que ficava dentro da pista premium. Ninguém conseguiu superar, porém, a evolução das espécies inventada pelos produtores argentinos do show do Paul em Buenos Aires: lá, foram vendidos ingressos para a pista "Vip Front Row Package", "Vip Hot Sound Package", "Vip Platinum", "Vip Gold", "Vip Preferencial" e, por último, mas não menos importante, "Vip".

Há quem já mostre a indignação com essa nova prática de uma forma mais, digamos, contundente, vide a reação dos fãs do Rage Against the Machine contra o público da pista comum durante o show da banda no SWU.

Mapa da setorização do estádio do River para o show do Paul na Argentina

B de beatlemania
17 anos, um bocado de especulações e alguns desmentidos depois, Paul veio ao Brasil. Executou ao vivo o mesmo setlist que parte da Europa já tinha visto, teve com o público brasileiro os mesmos diálogos que teve com as plateias mundo afora, mas deu a cada um presente no Beira Rio e nas duas noites no Morumbi a felicidade sublime e única de estar diante de um beatle. Os milhares de fãs deram show junto com Paul, que revelou, semanas depois, que a primeira apresentação em São Paulo foi uma das melhores de toda a sua carreira.

Mas a passagem também deixou algumas coisas para serem esquecidas: o tombo de Paul no final do primeiro show do Morumbi (não é recomendável que senhores de 68 anos fiquem tomando tombos por aí) e o "compacto" transmitido pela Globo, que jogou o bom senso no lixo ao incluir "Ob-la-di, Ob-la-da" e deixar de fora "A Day in the Life/Give Peace a Chance", um momento visualmente adequadíssimo para a TV (mais consideração com quem só pôde ver o show pela TV não teria sido nada mal).

Fora isso, foi mais um ano "normal" para os Beatles, visto que continuaram sendo notícia: as datas redondas do nascimento (70 anos) e morte (30) de John, bem como a disponibilização de todo o catálogo da banda no iTunes seguraram as manchetes. Ano que vem, será a vez dos primeiros dez anos sem George e do suposto show que reuniria Paul e Ringo a imagens digitalizadas de John e George.



C de cala a boca
Tudo começou quando telespectadores resolveram externar o que, provavelmente, já diziam em suas casas diante da TV. Mandaram, via Twitter, um "CALA BOCA GALVAO" para o locutor, cuja narração incomodava quem acompanhava a abertura da Copa. A expressão liderou os tópicos mundiais do Twitter, ganhou outro significado para tapear os gringos (a história dos Galvão Birds) e o "CALA BOCA"acabou sendo reciclado.

De repente, virou moda no Twitter mostrar insatisfação via "CALA BOCA coloque o nome que você quiser". Sobrou para Tadeu Schmidt, Alonso e Capricho. Como muita coisa na internet, parece que caiu no esquecimento tão rápido quanto se popularizou.

Amanhã tem mais.

17 de dez de 2010

Feito pra ouvir no repeat

2010 já ia quase acabando sem que um artista ou banda novos me provocassem aquela vontade de ouvir um disco seguidas vezes. Até que, aos 45' do segundo tempo, me aparece o Marcelo Jeneci com seu "Feito pra Acabar".

Do pop descolado às referências sonoras da Jovem Guarda que desaguam no romântico/brega, o disco é um mistura de estilos, o que talvez reflita a trajetória musical do paulista. Jeneci começou a carreira de músico na banda de apoio de Chico César e compôs músicas que ganharam vozes diferentes e circularam por vias populares - caso de "Amado", gravada por Vanessa da Mata e trilha de A Favorita, novela das oito da Globo, e "Longe", gravada por Arnaldo Antunes e trilha de Paraíso, novela exibida no horário das seis.

A despeito da diversidade, o denominador comum das músicas é a sensibilidade das composições de Jeneci, muitas delas com temática amorosa, mas que não caem no lugar-comum do, talvez, assunto mais explorado pela música popular. Destaque também para os vocais de Laura Lavieri, que complementam - e não somente apoiam - a voz de Jeneci.

16 de dez de 2010

OpenFlix



OpenFlix é um canal do YouTube que reúne filmes que já estão em domínio público. São cerca de 700 filmes, organizados em categorias, como documentários, terror, aventura, dentre outros, além de uma lista de reprodução exclusiva para filmes do Chaplin. É só apertar o play e assistir.

O projeto também tem um site, que funciona como uma espécie de banco de dados sobre todos estes filmes.

Vá lá: www.youtube.com/openflix e www.openflix.com

15 de dez de 2010

Genealogia de uma música

De vez em quando a gente descobre umas coisas legais, meio que sem querer. Vejam só: em 1973, o francês Romuald Figuier canta "Laisse-moi le temps" no Festival de Viña del Mar, no Chile.



No mesmo ano, Paul Anka compra os direitos da música, faz uma versão em inglês batizada de "Let me Try Again", que é gravada por Sinatra.



Em 1992, o Skank regrava a versão em inglês em seu primeiro disco, o independente também chamado "Skank".*



*Se alguém tiver notícia de um link para o clipe que o Skank fez para "Let me Try Again", favor avisar. Revirei o YouTube e o Vimeo, mas não encontrei nada. Para quem não se lembra, o clipe é em preto e branco, e traz a banda tocando em um pequeno palco, com seu tradicional "traje anos 90": bermudas e tênis pretos e meias brancas.

13 de dez de 2010

Exit Trough the Gift Shop



"Exit Trough the Gift Shop", inicialmente anunciado como um documentário sobre o misterioso artista de rua britânico Banksy, já pode ser assistido online, no YouTube. Disse "inicialmente anunciado" porque o filme ganha um rumo surpreendente, tendo como fio condutor o personagem/a pessoa de Thierry Guetta, o francês que, em tese, teve a ideia de realizar o documentário.

Não dá para entrar em detalhes para não fazer spoiler, mas é possível dizer que, ao invés de esclarecer minimamente quem é Banksy, o filme deixa inúmeros pontos de interrogação sobre a forma como se produz e se divulga a arte de rua e, consequentemente, sobre a natureza da atividade do próprio Banksy.

12 de dez de 2010

Releituras

O multiartsita galês Peter Grenaway tem um projeto chamado "Nine Classical Paintings Revisited", que consiste em vídeo-instalações que exploram, através de um jogo de luz e sombras, obras clássicas das artes plásticas. "As Bodas de Caná", de Paolo Varonese, e "A Última Ceia", de da Vinci, foram os primeiros quadros usados no projeto. Oportunidade legal de lançar sobre essas obras um olhar detalhado - ainda que orientado pelo "caminho" que as luzes percorrem na instalação.



10 de dez de 2010

Noel da Vila... e de Minas


As celebrações atravessaram o ano, mas é exatamente amanhã (11) que se completa o centenário de Noel Rosa. Para comemorar, resgato uma matéria feita lááááá no Carnaval que liga os pontos entre Noel e Minas.

Feitiço mineiro no samba de Noel

Morador de Vila Isabel, parceiro de sambistas dos morros, frequentador dos cabarés da Lapa... Noel Rosa, considerado um dos maiores compositores da música brasileira e um dos responsáveis pela modernização do samba, foi o que se chamaria hoje de "carioca da gema".

Mas, quem diria, parte de suas raízes eram mineiras. As avós e os pais do compositor nasceram em Leopoldina, na Zona da Mata. O avô materno também é de Minas, ainda que não se saiba a cidade exata em que nasceu. "Ele tinha muito sangue mineiro", revela o pesquisador Carlos Didier, co-autor de "Noel Rosa - Uma Biografia".

Muito mais que o sangue, Noel herdou da parte mineira da família o talento, segundo Didier. "A musicalidade de Noel vem de Minas, de sua avó materna Rita de Cássia, pianista e mãe de Carmem, tia de Noel, que era dona de ouvido absoluto", afirma.

O destino cuidou que Noel nascesse carioca, quando o avô paterno decidiu levar parte da família para o Rio de Janeiro, sua cidade natal, mas também promoveu o reencontro do sambista com suas origens mineiras no fim de sua vida.

Em 1935, depois de ser diagnosticado com tuberculose, Noel passou uma temporada em Belo Horizonte, considerada à época um dos melhores locais para a reabilitação dos portadores da doença, por causa de seu ar puro.

Durante quatro meses, ele se hospedou na casa dos tios Carmem e Mário, na rua São Manoel, na Floresta.

Longe do Rio, Noel tratou de reproduzir por aqui a vida que levava em Vila Isabel. "Ele participou de programas da rádio Mineira, que ficava na esquina da rua da Bahia com a avenida Augusto de Lima", conta o professor da UFMG Fábio Martins, que coordenou a produção de um vídeo sobre a passagem do compositor pela cidade.

Foi na extinta emissora que Noel cultivou no breve período que esteve por aqui um círculo de amigos com quem pôde manter seus hábitos boêmios. Um deles foi o diretor da rádio, José Vaz, já falecido.

Colega do radialista, o compositor Gervásio Horta recorda os relatos do companheiro sobre a estada de Noel na cidade. "Ele dizia que Noel não se tratava coisa nenhuma. Ficava bebendo, na boemia".

O diretor artístico da emissora, Roberto Ceschiatti, também já falecido, foi outro parceiro das noitadas de Noel. "Eles gostavam de tocar violão até tarde da noite no viaduto Santa Tereza", conta Andréa Ceschiati, filha de Roberto.

Compositor fértil - foram mais de 200 composições nos seus 26 anos de vida -, Noel escreveu algumas de suas canções aqui: "Cansei de Pedir", "Uatchf", marchinha inscrita em um concurso promovido na cidade que alcançou o quinto lugar, e "Yolanda", que nasceu de uma serenata dedicada à pretendente de um amigo que o compositor participou, em frente à igreja da Boa Viagem.

Ele também improvisou uma homenagem à cidade, parodiando a letra de "Looking Over a Four Leaf Clover": "Belo Horizonte, deixe que eu conte, bom mesmo é estar aqui". Bondade de Noel. Segundo relata a biografia do músico, em uma conversa com o tio aqui na cidade, ele disse que preferia viver um ano no Rio a dez anos na capital mineira.

O biógrafo Didier garante que a confissão não tem "nada a ver com qualquer bronca em relação a BH", mas é compreensível. A despeito do sangue mineiro, a alma de Noel era mesmo carioca.

Belo Horizonte
Noel Rosa, 1935

Deixa que eu conte
O que há de melhor pra mim
Não é o bordão
deste meu violão
Nem é a prima que eu firo assim
Não é a cachaça
Nem a fumaça
Que no meu
cigarro vi
Belo Horizonte
Deixa que eu conte
Bom mesmo é estar aqui...

Leia mais aqui.


Mais Noel
Em sua sexta edição, o Prêmio Bravo! Bradesco Prime de Cultura homenageou Noel Rosa durante a cerimônia e na categoria recém-criada, de Arte Digital. Videomakers que quisessem concorrrer ao prêmio desta categoria tiveram que criar vídeos cujo tema era o sambista. O vencendor foi o mineiro Leandro Araújo, abaixo. Os outros vídeos estão aqui.

9 de dez de 2010

A flor da floresta pop*



Com a proposta de fomentar negócios no mercado da música, e também de apresentar uma vitrine musical do país, a Feira Música Brasil, que acontece na capital desde ontem até o próximo domingo (12), inclui Tulipa Ruiz na extensa lista de cerca de 50 shows que acontecem em vários espaços da cidade.

A cantora experimenta uma recepção positiva e praticamente espontânea de seu CD de estreia, "Efêmera", lançado em maio deste ano, e que atraiu participações de outros nomes da nova geração de cantoras, como Mariana Aydar, Tiê, Céu e Thalma de Freitas.

Convidada assídua de shows de nomes da cena paulista, como Cérebro Eletrônico e Trash Pour 4, estudante de canto lírico na adolescência, filha de Luiz Chagas, guitarrista da banda Isca de Polícia, de Itamar Assunção, e irmã de Gustavo Ruiz, músico da banda de Vanessa da Mata, Tulipa demorou a ingressar profissionalmente no mundo da música (tem hoje 31 anos), mas não conseguiu evitar a herança musical.

"Tudo aconteceu naturalmente, sem ser uma pretensão minha. Mas estou bem feliz com tudo e bem surpresa, principalmente com o poder disco. Ele chega aos lugares antes de a gente fazer o show, é uma coisa que ainda não é obsoleta", comenta Tulipa.

Nascida em Santos, mas autodeclarada mineira, por conta dos 20 anos que viveu em São Lourenço, no sul de Minas, Tulipa encontra nessa mistura de cidade grande com interior a definição para a sua música. "Do lado do meu pai, tenho uma influência totalmente paulista e urbanóide, e em Minas ouvi muito Clube da Esquina e música mineira em geral. Minha base é um pouco dessas duas coisas, por isso costumo dizer que faço pop florestal, é o urbano e o meio do mato", reflete a cantora, que carrega outro traço de sua geração, além dessa predisposição a fundir referências diversas: uma participação mais incisiva na gestão da carreira.

Quando a reportagem entrou em contato com a cantora, por telefone, ela havia acabado de retornar da Livraria Cultura, em São Paulo, onde, pessoalmente, deixou 200 cópias de seu CD para venda. Tulipa também mantém em seu blog um endereço de e-mail para que os leitores encomendem seu disco. "Por eu ter chegado mais tarde na música, depois de ter feito outras coisas, eu encaro a carreira e a logística com mais seriedade. Acho importante eu assumir toda a gestão da minha música no mercado", afirma.

Tulipa se apresenta hoje (9), no Lapa Multishow, a partir das 23h. Mais informações e programação completa da Feira Música Brasil no site www.feiramusicabrasil.com.br.

Versão "um pouquinho" ampliada do texto que saiu na última edição do Jornal Pampulha.

8 de dez de 2010

8 de dezembro: John Lennon



John, Mark Chapman, cinco tiros. Não é a melhor das efemérides para se lembrar, mas a data redonda - 30 anos - impõe a lembrança. A proximidade com a data da morte do George (último dia 29), só atrai ainda mais esse tipo de recordação.

O contrapeso dessa história toda é que com o coração ainda batendo sob efeito do show do Paul, essas lembranças competem com a sensação (talvez ilusória e momentânea, mas intensa o bastante para não se ignorar) de que o sonho ainda não acabou - mesmo que a contragosto do John.

Por isso, escolho como trilha sonora deste dia "All Those Years Ago", que desde a primeira escuta provoca em mim o sentimento de que "todos aqueles anos", de alguma forma, não morreram junto com o passado.

7 de dez de 2010

Desatando os nós

No livro Tropicália - Uma Revolução na Cultura, catálogo da exposição de mesmo nome, Hermano Vianna, em um dos vários artigos que compõem a publicação, diz que o movimento tropicalista deu um nó dificílimo de ser desatado na cultura brasileira. O recém-lançado livro "Tropicália ou Panis et Circensis", da pesquisadora Ana de Oliveira, parece sustentar essa observação.

Partindo do disco homônimo, lançado em 1968, e que reuniu Caetano, Gil, Tom Zé, Mutantes e cia., pensadores e artistas plásticos refletem sobre e reinterpretam cada uma das 12 faixas do disco, indicando que ainda há muito o que entender daquele movimento.

No hotsite do livro, é possível ler trechos dos textos escritos para cada uma das músicas e baixar as imagens criadas a partir de cada uma delas, como a que foi feita para "Geléia Geral" (ao lado).

Mais tropicalismo
Vale uma visita o site tropicalia.com.br, uma espécie de acervo sobre o movimento, mantido há cerca de dez anos pela prória Ana, organizadora do livro.

6 de dez de 2010

Social 50

Em julho, escrevi aqui sobre como um dos principais termômetros da música pop, a parada de sucessos, notadamente a da Billboard, um das mais tradicionais, precisava se renovar para acompanhar as mudanças no modo como se consome e se ouve música nesses tempos virtuais - clicks e views com mais peso que execuções em rádios e vendas de discos.

Na última semana, a Billboard deu o grande sinal de que está, sim atenta a isso e lançou a Social 50, parada de sucessos baseada na repercussão de bandas e cantores em sites de música e redes sociais. Para fazer o ranking, são contabilizados os números de fãs, a quantidade de pageviews e de músicas reproduzidas em páginas como o YouTube, MySpace, Twitter e Facebook.

A liderança da primeira semana ficou com Rihanna, seguida de Justin Bieber. Eminen, Lady Gaga e Nicki Minaj completam o top 5. Michael Jackson (12º), Bob Marley (24º) e Beatles (41º) também marcam presença, honrando o movimento old school.

Veja aqui a Social 50.

3 de dez de 2010

Futebol Arte

A partir de hoje, quem está em BH pode relembrar aquele clima marcado pelas vuvuzelas na exposição "Futebol e Arte – África do Sul 2010 x Brasil 2014", com 14 telas pintadas por artistas plásticos brasileiros durante e inspiradas pela Copa do Mundo.




Os Onze Futebol e Arte – África do Sul 2010 x Brasil 2014
03 a 18 de dezembro de 2010
Quadrum Galeria de Arte – Av. Prudente de Morais, 78 – Cidade Jardim – BH/MG
2ª a 6ª, de 12h às 19h, aos sábados, de 10h às 14h
Informações: (31) 3296-4866
www.quadrumgaleria.com.br

2 de dez de 2010

2 de dezembro: Dia do Samba

O samba não é só ritmo nem dança, é também personagem e tema de si mesmo, afinal, quantos sambas não falam sobre o próprio samba? Nessa brincadeira de metalinguagem - que, acho, só teve paralelo com algumas composições nas primeiras décadas de rock, quando Chuck Berry, por exemplo, quando cantava sobre uma tal de "rock 'n' roll music" - o que mais gosto é quando, mais que tema, o samba é personificado nas músicas e ganha feições humanas, sentimentos e poder de ação, talvez para lembrar o quanto ele se assemelha a nós.

"Samba, negro forte destemido
Foi duramente perseguido
Nas esquinas, no botequim, no terreiro"




"O samba ainda vai nascer
O samba ainda não chegou
O samba não vai morrer
Veja o dia ainda não raiou
O samba é o pai do prazer
O samba é o filho da dor"



"Eu sou o rei do terreiro
Eu sou o samba
Sou natural daqui do Rio de Janeiro
Sou eu quem levo a alegria
Para milhões de corações brasileiros"

1 de dez de 2010

É pra acordar, mesmo

Pelo visto, John Legend e The Roots querem todos em alerta. Juntos, lançaram um disco com regravações de grandes nomes do soul, originalmente feitas nos anos 60 em meio às lutas dos negros pelos direitos civis nos EUA, com toda a carga política do momento. Batizaram o disco de "Wake Up", e escolheram a faixa "Wake Up Everybody" como primeiro single.

A julgar não só pelo repertório, mas também pelo clipe da música de trabalho, o desejo é de não perder a herança engajada das canções (a propósito, "Wake Up Everybody" já havia sido regravada por aritstas do hip hop e do R&B, em 2008, em apoio a Obama durante a camapanha presidencial).



Ouça todo o disco "Wake Up" aqui.

Aproveitando o encontro, cantor e banda também regravaram uma música do Arcade Fire. Qual? "Wake Up". Não sai muito da linha do que os canadenses fizeram, mas guarda uma boa surpresa para o final.

30 de nov de 2010

O Tumblr vem aí


Devagar, devagarinho, o Tumblr cresce em número de usuários e de visitantes. Até onde ele pode chegar? Leia aqui.

29 de nov de 2010

Pequeno Príncipe do século XXI



O belo clássico "O Pequeno Príncipe", injustamente rebaixado por uns só por causa da fama de "livro de miss", saiu do papel e ganhou movimento. Vai virar uma série de animação em 3D, em 26 episódios, que estreia na véspera de natal (24) na France 3, rede pública francesa que tem transmissão em 80 países.

A série, apesar de mantidas algumas referências do livro (as ovelhas, a cobra, a flor), pretende ser uma continuidade da obra de Saint-Exupéry. O protagonista, nem tão pequeno assim, porque tem feições de pré-adolescente, sai de seu planeta, o B612, para explorar novos corpos celestes. No primeiro episódio, tenta fazer o tempo voltar a andar no Planeta do Tempo.

Os franceses, para quem a obra é sagrada, estão chiando com esse exercício livre de continuidade da obra. Em artigo, o Le Figaro considerou uma descaracterização da história a inserção do principezinho no moderno século XXI. Quanto a mim, ao menos interesse o pequeno trailer me despertou. E não foi pouco.

No YouTube, há vídeos com detalhes sobre a produção da série, que está sendo preparada há três anos (em francês).

26 de nov de 2010

Simonal + Sarah Vaughan



Em breve, a íntegra deste encontro de Simonal com Sarah Vaughan, exibido pela TV Tupi em 1970, estará disponível para o público. Em entrevista que fiz com Simoninha para o Pampulha, em função da vinda do Baile do Simonal para BH, o músico disse que um DVD com o dueto deve ser lançado no ano que vem, depois do carnaval. "A gravadora quer fazer um lançamento mundial, até porque tem pouco material de imagem da Sarah", afirmou.

A repercussão da obra do pai no exterior também motiva o lançamento mundial. "Já em 2003, 2004, com a força da música eletrônica, os DJs vinham pra cá, compravam discos dele e voltavam pra lá, 'Nem Vem que Não Tem' virou trilha de uma campanha internacional da Nike. Eu estive há dois meses nos Estados Unidos e tinha jornalistas querendo conversar sobre o Simonal", conta Simoninha.

Segundo ele, o Baile do Simonal também tem propostas de apresentação nos Estados Unidos e na Europa. Por enquanto, o show acontece aqui mesmo em BH, hoje (26).

Baile do Simonal
Lapa Multishow (r. Álvares Maciel, 312, Santa Efigênia, 3241-2074). Às 22h. R$ 80 (inteira)

25 de nov de 2010

The Brick Testament

Mais um da série "Lego pode virar qualquer coisa". Um reverendo norte-americano recriou inúmeras passagens da Bíblia com peças e bonequinhos de Lego. Muito minucioso, o projeto, batizado de The Brick Tastement, está organizado conforme a divisão de livros das "escrituras sagradas". E a coisa é grande: já virou livro e foi traduzida para seis idiomas.

Abaixo, imagens do Apocalipse, na minha opinião, o livro mais interessante da Bíblia, com sua narrativa fortemente imagética.

Os quatro cavaleiros do Apocalipse

O cordeiro e os sete selos do Apocalipse

Tocando o terror na Terra

Vá lá: www.thebricktestament.com

24 de nov de 2010

Mercado futuro?

VMB, Prêmio Multishow e afins ganharam um priminho no Brasil: o Prêmio Música Digital, cuja primeira cerimônia ocorreu ontem. A ideia é dar a conhecer quem são os artistas recordistas de downloads legais no país (leia-se pagos), mas acho que, lá no fundo, gravadoras e empresas de telefonia, que encabeçam o prêmio, querem mesmo é badalar essa forma de comércio que ainda representa 12% das receitas da combalida indústria fonográfica no país, que deixou de arrecadar quase meio bilhão de reais de 2002 a 2009.

Observando os números e a lista de vencedores, o que concluo é que o mercado vai ter que ralar muito para conseguir tornar esse prêmio relevante e rentável. As vendas digitais equivalem, hoje, no país, a quase metade das vendas físicas (9 milhões de downloads pagos contra 20 milhões de CDs vendidos em 2009). Parece bastante representativo, mas um olhar mais atento para a lista dos vencedores quebra essa ilusão. Note que a premiação é para a música mais vendida em determinada categoria. Em outros termos, quando falamos de compra de música digital, falamos de um perfil diferente de consumo, fragmentado, em que se compra a unidade (faixa) e não o conjunto (álbum), e isso é muito pouco rentável para a indústria. Enquanto as vendas de CDs renderam R$215 milhões no ano passado, os downloads pagos renderam R$42, praticamente cinco vezes menos.

Ah, claro, além disso tudo, ainda tem a concorrência de torrents, Pirate Bay e rádios online (UOL, Sonora) que, com ou sem a permissão dos artistas e das gravadoras, colocam tudo "free" na rede.

Pois é...


Abaixo, a lista dos "vencedores":

Premiação por vendas:

Música mais vendida no Brasil: "Halo" - Beyonce

Música mais vendida internacional: "Halo" - Beyonce

Música mais vendida MPB: "Shimbalaiê" - Maria Gadú

Música mais vendida pop: "Borboletas" - Victor & Leo

Música mais vendida regional: "Chora, me liga (ao vivo)" - João Bosco e Vinícius

Música mais vendida religiosa: "Faz um milagre em mim" - Régis Danese

Música mais vendida rock: "Me adora" - Pitty

Música mais vendida samba e pagode: "Valeu" - Exaltasamba

Música mais vendida sertanejo: "Meteoro" - Luan Santana

Música mais vendida urbana: "Desabafo / deixa eu dizer" - Marcelo D2


Premiação por voto popular:

Música do ano: "Meteoro" - Luan Santana

Artista do ano: Móveis Coloniais de Acaju

Artista revelação do ano: Restart


Premiação por reconhecimento digital:

Marca mais engajada digitalmente: Terra Sonora

Artista mais engajado digitalmente: Skank

23 de nov de 2010

Brian Ray, guitarrista do Paul e tuiteiro



"Sao Paulo.. I'll never forget your beautiful smiles and tears.. and 60,000 white balloons!" Foi o que Brian Ray, que se alterna entre o baixo e a guitarra na banda que acompanha Paul, disse a respeito desse momento lindo do show de domingo no Morumbi. (digo lindo sem exagerar porque, mesmo já sabendo que essa homenagem vinha sendo planejada na internet, ela não deixou de me impactar emocionalmente. Oh, wait! O que não me emocionaria naquele show?).

Acho que Brian errou propositalmente na conta dos balões para ser gentil, mas não deixa de ser grata surpresa descobrir que ele retribuiu de alguma forma esse momento "show do público", e também que ele é um tuiteiro assíduo. Não só sua satisfação com os balões brancos, mas muitos dos rastros de sua passagem pelo Brasil ficaram registrados em sua conta no Twitter, onde responde por @brianrayguitar.

Nos dias que esteve por aqui, trocou muitos tweets com fãs brasileiros, divulgou seu disco solo e o clipe com o baterista e figuraça da banda de Paul, Abe Laboriel Jr, com direito a pedidos de tradução das mensagens para o português, prontamente atendidos pelos seguidores brazucas.

Brian também pediu sugestões de baladas para os paulistas e, como todo bom gringo, acabou indo parar em um ensaio de escola de samba, devidamente registrado.

Pelo visto, todo mundo se divertiu com essa história de Up and Coming Tour no Brasil.

PS: Este é o último post com a temática "show do Paul". Este blog, no entanto, jamais deixará de falar de Beatles.

22 de nov de 2010

Paul

Nunca um músico no palco havia me feito derrubar uma lágrima.

Quando percebi que o senhorzinho de terno azul que caminhava da lateral esquerda em direção ao centro do palco era Paul, paralisei. Nos poucos segundos que levou para chegar ao microfone, a única coisa que fez foi acenar para o público. Quanto a mim, me desestabilizei, gritei, levei as mãos à cabeça e, claro, tirei os óculos para não embaçar as lentes com lágrimas.

O choro que não queria parar ao longo de "Venus and Mars", "Rock Show", "Jet" e "All My Loving" foi logo dando lugar a um sorriso abestalhado, desses de gente apaixonada ou de bebê, que se tornou permanente no meu rosto. Estivesse Paul tocando a emotiva "Hey Jude", a sensual "Let me Roll It" ou o pré-heavy metal "Helter Skelter", lá estava eu sorrindo e suspirando, amparada por uma sensação que nem o Aurélio, tampouco o Houaiss, são capazes de definir e que eu mesma ainda preciso de tempo para assimilar.

Nunca um músico no palco havia me feito sorrir tão compulsivamente.

Paul, especialista em colecionar pioneirismos ao lado dos outros três fab (primeira banda a fazer show em estádios, primeira banda a fazer um disco conceitual, primeira banda a gravar video clipes, primeira banda a gravar em quatro canais, primeira banda de rock a lançar disco sem identificação do grupo na capa, etc, etc, etc ad eternum), sem saber, saiu de ontem do Morumbi com mais dois itens na lista.

19 de nov de 2010

Eu vou


Há alguns meses, escrevi aqui sobre a eterna privação que os fãs de Beatles vão sofrer da emoção singular de se ter uma experiência ao vivo com a banda. Algum tempo depois, postei uma reportagem que fiz, na qual fãs da banda tentavam imaginar como estariam hoje os fab four se o destino não os tivesse separado e levado John e George.

Escrevendo por linhas tortas, Deus fez com que estas duas situações, de alguma forma, se cruzassem neste fim de ano, e ainda me colocou no meio disso tudo. Paul vem tocar no Brasil e eu vou. Não são os Beatles - é só um deles, mas vou ter o prazer de ouvir ao vivo algumas das grandes composições da banda executadas pelo cara que concebeu o Sgt. Pepper's, o que já é demais para uma pessoa só.

Por conta disso, minha emoção e minha razão estão entregues a este show. Emoção porque sou fã há anos da banda, o que no meu caso está longe de ser um clichê. Os Beatles foram uma das pouquíssimas bandas que sobreviveram às bruscas oscilações do meu gosto musical que, esquizofrênico, eclético, ecumênico ou seja lá o que for, vem passeando por alguns extremos da música desde a pré-adolescência. Se você visse os meus arquivos de MP3 que mantenho há pelo menos dez anos, veria que, para o sujeito se manter firme nessa montanha-russa musical, só mesmo conseguindo enraizar um sentimento profundo de admiração em mim - e os Beatles conseguiram.

Razão porque, acima de tudo, tenho um interesse imenso por música popular, na sua dimensão histórica e social, logo, estar presente em uma apresentação do Paul é também ter uma experiência direta com um cara que, ao lado de outros três, criou padrões e referências para muito do que é feito no mundo da música ainda hoje. É manter um diálogo com parte viva dessa história.

É sob essa dupla condição, que me deixa emocionada e ao mesmo tempo instigada, que vou ver um Beatle no domingo. Quando voltar, conto como foi.

18 de nov de 2010

Phoenix fala


Domingo (21) é dia de Paul McCartney em São Paulo, mas também é dia de Phoenix em BH, às 20h, no Chevrolet Hall. Vale lembrar, é em uma posição muito diferente que o Phoenix faz sua segunda passagem pelo Brasil. Quando veio ao país em 2007 para o festival de tendências Nokia Trends, em São Paulo, a banda era "o grupo do marido de Sophia Coppola" (o vocalista Thomas Mars é casado com a cineasta), referência que só não servia para os "iniciados" na cena alternativa. Três anos depois, o show da banda é anunciado no horário nobre da TV, as FMs tocam suas músicas e fãs disputam ingressos em sorteios na internet. Para quem é fã da banda francesa, segue uma pequena entrevista que fiz com o baixista, Deck D'Arcy, na semana passada, por telefone.

Vocês estão no seu quinto álbum, fazendo turnês pelo mundo e tocando em grandes festivais, como o Coachella. Qual a razão para este sucesso mais abrangente somente agora?
Não fazemos a menor ideia e também não queremos tentar explicar as razões desse sucesso. Fizemos este álbum da mesma maneira que fizemos os anteriores, da maneira que queríamos e, quando terminamos, sentimos que tínhamos feito um bom disco. Não estamos tão entusiasmados, estamos mais ou menos assim: “ok, legal, mas não importa”. Aconteceu de ser o nosso disco mais bem sucedido e acho que desta vez também estivemos mais próximos dos fãs, mas não nos importamos com as razões disso.

Muitas rádios aqui em Belo Horizonte começaram a tocar com frequência “Everything is Everything”, que é uma música do disco que vocês lançaram em 2004. O que acha disso?
Legal! Tentamos fazer músicas que não carreguem a marca do tempo, então é uma honra saber disso.

O que estão preparando para o setlist aqui no Brasil?

Nós tocamos muitas das músicas novas porque elas foram pensadas para serem tocadas ao vivo mais do que as dos outros discos, mas sempre brigamos para decidir o set, então não posso te dizer agora como vai ser o repertório. É sempre diferente, cada show é um set diferente.

Música de graça na internet é uma questão que ainda divide os músicos, e recentemente vocês disponibilizaram na íntegra o último álbum da banda na internet para que os fãs fizessem remixes das faixas que eles quisessem. Como a banda lida com esses dilemas da internet?
Fomos muito mais generosos com este disco e os fãs estão nos dando o retorno, isso é muito bom. Nós liberamos uma música de graça na internet, “1901”. Fizemos isso sem nenhuma contrapartida, só mesmo para que as pessoas ouvissem e conhecessem a música e, surpreendentemente, virou uma coisa grande na internet. Percebemos então que era bom sermos generosos e liberamos todas as faixas do disco, mas não temos mais nenhuma estratégia a esse respeito. Só sentimos que, quando você curte uma banda, você gostaria de ter as músicas dela, então fizemos isso com bastante generosidade. Sentimos bem em estarmos nessa posição.

“Lisztomania” faz referência à histeria dos fãs de Franz Liszt, o pianista polonês, e é também o nome de um dos singles mais bem sucedidos do Phoenix este ano e que recebeu homenagens de fãs na internet, que fizeram vídeos mesclando imagens de suas cidades com a música. Não é um pouco curioso isso?
É ótimo, nós adoramos. Nós fizemos contato com a menina que fez o primeiro vídeo. Ela tem 15 anos e é americana. Nós a conhecemos no show que fizemos em Boston, onde ela mora. É um ótimo vídeo.

Vocês viram um vídeo semelhante que fãs do Rio de Janeiro fizeram?

Não, não vi, mas vou procurar. O que eu tenho que digitar no YouTube para encontrar esse vídeo?

“Mash up”, “Lisztomania” e “Rio de Janeiro”. Você encontrar com facilidade.
Ok, vou procurar assim que terminarmos a entrevista.

O Phoenix ganhou o Grammy de Melhor Disco Alternativo este ano. Você acha que isso provocou alguma mudança na banda?
(Pensa um pouco) Espero que não.

Por que não?
Espero que não tenha mudado nada. É um pouco difícil falar disso porque ainda é muito recente, ainda nem compusemos músicas novas. Estamos muito felizes de ter ganho esse Grammy, mas tentamos não pensar muito nisso. Nós nem guardamos as estatuetas em casa, nós demos para os nossos pais. É muito bom ter esse prêmio, mas parece que você chegou a um certo nível de genialidade e nós não queremos ser gênios. Só queremos continuar fazendo música do mesmo jeito que fazíamos antes.

Como foi a última vez de vocês aqui no Brasil?
Foi frustrante da última vez que estivemos aí porque fomos para São Paulo e só ficamos um dia, não vimos nada. Só fizemos o show e fomos embora. Desta vez, vamos ficar um pouco mais. Mas o show foi legal, o público era realmente bom e estamos felizes de voltar. Queríamos tocar na América do Sul, e especialmente no Brasil, há um bom tempo.

Você acha que desta vez vão tocar numa condição diferente?
Eu espero. É sempre diferente e espero que realmente seja, no bom sentido.

17 de nov de 2010

Top 5 das excluídas

Conforme vocês viram por aqui, numa atitude de gente muito à toa, identifiquei nos setlists de todos os shows da atual turnê do Paul quais as músicas que menos apareceram no repertório. Levando esta "atoice" ao extremo, também verifiquei quais as músicas que eu AMO e que não foram incluídas em NENHUM show da Up and Coming Tour.

Eu sei, não é justo reclamar de um repertório tão generoso com fãs de Beatles como o desta turnê, que inclui muitos dos grandes - e melhores - sucessos da banda (Let It Be, Yesterday, Sgt. Peppers, Something, A Day in the Life), mas sempre temos nossas preferências particulares e um setlist nunca é bom o suficiente para atendê-las. Eis as excluídas que gostaria que Paul tocasse no Brasil:

5)I'm Down
A fase iê-iê-iê foi praticamente limada do repertório desta turnê (salvaram-se "Yesterday" e "And I Love Her"), porém, se, de última hora, ela ganhasse mais espaço no set, acho que teria que ser com "I'm Down". Queria ter meu momento Shea Stadium. Além disso, a-d-o-r-o quando o Paul canta gritando.



4)Maybe I'm Amazed
Das baladas românticas da fase solo, acho a mais bonita, a declaração de amor mais rasgada pela Linda. Além disso, a-d-o-r-o quando o Paul canta gritando. (2)



3)Real Love
Eu sei que pensar nesta música dentro do repertório é puro delírio. Resgatada para fazer parte do Anthology, é uma composição muito particular do John e provavelmente Paul tem identificação zero com ela. Mas a única possibilidade de ouvi-la ao vivo, tocada por um Beatle, acredito eu, seria em um show do Paul. E ela é tão linda... Ok. Parei de sonhar.



2)I Me Mine
A composição é do George, mas, se Paul toca "Something" em homenagem a George em praticamente todos os shows, por que não esta também (pelo menos no meu mundo ideal)?




1)Oh Darling

Reza a lenda que Paul escreveu esta música para John no auge dos desentendimentos entre os dois. Não duvido nada, a julgar pela sinceridade da interpretação dele - o que mais me faz admirar esta música. E eu a-d-o-r-o quando o Paul canta gritando. Já disse isso, né? Tem sido a minha música preferida dos Beatles nos últimos meses. Se tocar no show, me descabelo.

16 de nov de 2010

Será assim?

Genial.



Coisas que o vídeo me fez pensar: qual será a rede social dominante quando nós, hoje com 20 e poucos anos, chegarmos aos 70, 80 anos? Que tipo de usuário de redes sociais seremos na terceira idade? #reflitam

15 de nov de 2010

Do sertão a Cuba

Duas animações legais saindo do forno:

1)Morte e Vida Severina
Tem previsão de estreia para janeiro do ano que vem, na TV Escola. Transposição do poema de João Cabral de Melo Neto para a linguagem da animação, o filme é baseado na adaptação para os quadrinhos que Miguel Falcão fez para a obra em 2005 (a propósito, quem encontrar esta graphic novel na internet pode dar um toque. Revirei o Google e só encontrei a imagem da capa do livro). No filme, Severino, protagonista do poema, é dublado pelo ator Gero Camilo.

Teaser Morte e Vida Severina from OZI Escola de Audiovisual on Vimeo.


2)Chico & Rita
Produção espanhola, se passa na Cuba pré-revolucionária. Com a linguagem do musical, narra os encontros e desencontros que o talento e a fama provocam no relacionamento do pianista Chico e da cantora Rita. Entrou em cartaz nos EUA em setembro e estreia nesta sexta no Reino Unido. Brasil?

12 de nov de 2010

Dúvida

O e-reader é meu mais novo sonho de consumo. Decidi que em breve vou comprar um pra mim, mas uma dúvida ainda me atormenta:

Por que o Alfa, de fabricação nacional, com conexão wi-fi, custa R$799...



... Enquanto o Kindle, em sua terceira versão, também com conexão wi-fi, taxas de importação e frete inclusos, custa R$550 (R$249 mais barato)?

Quem souber a razão, por favor, me explique.

11 de nov de 2010

Influencers

Legal este mini documentário que tenta discutir o que define um formador de opinião e de que forma ideias e atitudes se tornam tendência. Achei que ele aponta mais caminhos para reflexão do que respostas, afinal, 13 minutos é muito pouco para um tema desses, mas vale investir esse pouco tempo assistindo-o.

INFLUENCERS FULL VERSION from R+I creative on Vimeo.

10 de nov de 2010

Quixote 2.0


Dom Quixote anda muito 2.0. Além do projeto de leitura coletiva no YouTube, uma versão interativa do livro foi posta na rede pela Biblioteca Nacional da Espanha. As páginas são réplicas da primeira edição da obra, do início do século XVII, mas a nova versão vem acompanhada de recursos que são a cara de século XXI: mapas que reproduzem as viagens do personagem, trilha sonora com música da época, imagens e informações sobre a sociedade daquele tempo.

Acesse aqui.

9 de nov de 2010

As menos tocadas

Há alguns dias, o site oficial da turnê do Paul pelo Brasil vem revelando, pouco a pouco, a lista das músicas mais tocadas na Up and Coming Tour. Por um impulso típico de gente muito à toa, resolvi fazer o caminho inverso: a partir dos 26 shows da turnê, feitos de março até o último domingo (7), em Porto Alegre, listei as músicas que menos integraram os setlists.

Mull of Kintyre
- Single de 1977, da época do Wings, só apareceu três vezes, uma delas na Escócia, país que abriga a região homenageada na música.




(I Want to) Come Home
- Paul só tocou duas vezes a música composta para a trilha do filme "Estão Todos Bem", de 2009.



Every Night - A faixa do primeiro disco solo de Paul, "McCartney", de 1970, só entrou uma vez no setlist.



Michelle
- Empatada com "Every Night", está este cláááássico fofíssimo do Rubber Soul. Paul a tocou apenas na apresentação em Montreal, provavelmente para agradar o público, cuja língua é o francês.

8 de nov de 2010

Somos todos Sr. Walker?



Entenda aqui porque esse desenho animado faz tanto sentido para a realidade brasileira.

5 de nov de 2010

It's evolution, baby!


Boa sacada a do cara que fez essa montagem (há outras aqui). Afinal, passar de composições simplesinhas (I Wana Hold Your Hand) para o universo conceitual de Sgt. Peppers, em aproximadamente cinco anos, é uma das maiores provas de que o ser humano pode evoluir, e muito.

4 de nov de 2010

Originais

A Adidas Originals convidou artistas para transformar em imagens alguns conceitos da marca. O resultado ficou com aquele jeitão bem "street". As imagens foram feitas para serem divulgadas em revistas, mas já estão circulando na rede.

Pablo Etchepare

Flavio Samelo

Bruno 9li

Carla Barth

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